<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390</id><updated>2011-04-21T19:55:09.853+01:00</updated><title type='text'>caput</title><subtitle type='html'>ocasional de arte</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>140</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-114182236617625848</id><published>2006-03-08T12:51:00.000Z</published><updated>2006-03-08T12:52:46.193Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;BLA…BLÂ, BLÁ,..blablablablaaaa…BLA !&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o funcionalismo, o manifesto, a expressão individual não é muito mais que o resultado dos mecanismos criadores da forma social, das ferramentas impostas. A paixão é por subtracção, um resultado da acção da sociedade e sua expressão.&lt;br /&gt;Consideremos então, substituir o funcionalismo por, digamos, um dinamismo construtivista, seguido da seguinte forma: a construção da personalidade, identidade do indivíduo, seria não só o resultado da colisão entre as acções exteriores e o núcleo primordial da sua existência, mas também, o resultado da acção das emoções e reacções criadas pelo indivíduo ao que o rodeia.&lt;br /&gt;A força geradora da identidade depositada na sociedade, estaria compreendida também ao individuo, e toda a sua re/acção seria da mesma forma que a outrem, um movimento gerador de identidade. O sistema social seria a possibilidade do movimento de todas as emoções próprias a cada indivíduo. As ferramentas à disposição, seriam adaptações heterogéneas do uso das mesmas, cada pessoa seria o resultado não do crescimento da personalidade inicial mas sim, um metabolismo de sentimentos, emoções e suas acções sobre os espaços habitados.&lt;br /&gt;A unidade existencial fragmenta-se infinitesimalmente. O teorema causa/ consequência, é substituído por causa/causa/causa…….&lt;br /&gt;Como concluir, o que nos unifica como um conjunto activo, identificativo de uma sociedade ou de um grupo social no tempo, talvez seja, não o substantivo do sistema que nos possui mas sim, as emoções que cada um de nós partilha num confronto com o mesmo. A emoção é intenção, em quantidade e união, o sentimento individual transforma-se em sociedade, o contrário ou a aspiração a tal, não é mais que um pseudónimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(desculpem lá………ainda não me surgiu um outro contributo mais apropriado a este espaço, o formato esfuma-se um pouco, mas espero fazer-me entender, parcialmente pelo menos)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-114182236617625848?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/114182236617625848/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=114182236617625848' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/114182236617625848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/114182236617625848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2006/03/blabl-bl.html' title=''/><author><name>zinkuri</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-113893466896388435</id><published>2006-02-03T02:37:00.000Z</published><updated>2006-02-03T02:44:28.996Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;As intersecções das descontinuidades - a falibilidade da comparação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um lugar nebuloso, atómico, onde as intersecções das descontinuidades dar-se-ão. Esse lugar não será um lugar e a sua substância não será mais do que a estrutura da ambiguidade, a relação com o intocável. Nesse perímetro de possibilidades, acontece o encontro das leituras. É aí que um mundo microscópico se autonomiza e se revela com muito dificuldade, ou melhor, com a sagacidade da persistência.&lt;br /&gt;Com isto pretendo obter uma imagem do processo de encontro de duas obras ou de duas leituras, entendidas como se fossem várias rectas, como se fossem continuidades que se querem intersectadas. Essas continuidades possuem espaços vazios, descontínuos, e é nesses espaços vazios que ocorre a vizinhança, a adivinhação da proximidade. O lugar que não é lugar, pois trata de tempo e de modo, pode significar não a habitual característica ambivalente da correspondência entre autores – feita de reproduções, de simulacros em diapositivo – mas, antes, a interpretação apreendida nos negativos da matéria. É que não só de visibilidade se faz o comum, nem tão pouco se consegue deduzir com clareza e precisão suficientes esse tal espaço de semelhanças. Daí perder sempre o intuito de &lt;em&gt;objectividade&lt;/em&gt;, aquele que tentar sumas aproximações ao &lt;em&gt;evidente&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[a propósito do paralelismo das obras e suas leituras - Rorty e Orwell]&lt;br /&gt;cf. &lt;em&gt;Contingência, Ironia e Solidariedade&lt;/em&gt;, Richard Rorty (1989), capítulo 8, essencialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Álvaro Seiça Neves&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-113893466896388435?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/113893466896388435/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=113893466896388435' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/113893466896388435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/113893466896388435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2006/02/as-interseces-das-descontinuidades.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-113786550197458015</id><published>2006-01-21T17:41:00.000Z</published><updated>2006-01-21T17:45:01.993Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4040/2076/1600/JAPA0001.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4040/2076/400/JAPA0001.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flags.net/JAPA.htm"&gt;http://www.flags.net/JAPA.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;bandeira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;regressou a lisboa depois do estrangeiro lhe ter avivado a beleza da comunidade e lhe ter feito esquecer as queimaduras da pátria. deixou o aeroporto num táxi passando na meia hora seguinte pelo terreiro do paço. ao parar num semáforo teve um esgar que lhe fez deslocar a cabeça para a esquerda. defrontou-se com a bandeira portuguesa e socalcou a memória na esperança de algo encontrar. percebeu naquela fracção de segundos que a bandeira constituía um elemento que nada lhe dizia. nada. não porque o exterior lhe renovara a dimensão do conceito. não porque acumulara devagarinho um sentimento antipatriótico. não. aliás. a bandeira norte-americana também nada lhe comunicava. no fundo. o que o aproximava mais ou menos daquele rectângulo esvoaçante feito de pano era a sua plasticidade. a sua grafia. daí adorar a bandeira do japão. daí adorar a bandeira do canadá.&lt;br /&gt;a bandeira portuguesa era outra história. aquela combinação de padrões soava subitamente estranha. falsa. intensamente nula. lembrou-se então que já antes de abandonar o país sentia por vezes uma total indiferença por este símbolo. olhou para o semáforo e compreendeu o porquê da sua sensação. a monotonia das cores era precisamente a mesma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e.e.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-113786550197458015?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/113786550197458015/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=113786550197458015' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/113786550197458015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/113786550197458015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2006/01/httpwww.html' title=''/><author><name>e.e.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-113725703259172310</id><published>2006-01-14T16:41:00.000Z</published><updated>2006-01-14T16:43:52.603Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;previsão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;viste as sondagens?&lt;br /&gt;não. não ligo a isso.&lt;br /&gt;não viste? com um ano de antecedência já garantem a vitória do jefferson.&lt;br /&gt;ai sim? pois olha. sabes bem que eu não gosto nada de ir atrás dos outros como um cordeirinho. prezo muito o meu sentido de análise intelectual e reflexão política. mas: já agora: quem é que tinha a menor percentagem?&lt;br /&gt;o johnson em coligação com o richardson. apenas 3.1 %!&lt;br /&gt;ai é? pois olha. até te digo: até que já estava inclinada para eles. coitadinhos! 3.1%! onde é que já se viu? assim não se incentiva ninguém. valha-nos deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e.e.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-113725703259172310?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/113725703259172310/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=113725703259172310' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/113725703259172310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/113725703259172310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2006/01/previso-viste-as-sondagens-no.html' title=''/><author><name>e.e.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-113638637151855433</id><published>2006-01-04T14:47:00.000Z</published><updated>2006-01-05T23:57:08.116Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7766/354/1600/espelho%203%20de%203.2.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7766/354/400/espelho%203%20de%203.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7766/354/1600/espelho%202%20de%203.1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7766/354/400/espelho%202%20de%203.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7766/354/1600/espelho%201%20de%203.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7766/354/400/espelho%201%20de%203.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;poema &lt;strong&gt;espelho&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;in&lt;/em&gt; revista &lt;em&gt;folhas &amp;amp; outros ofícios nº11&lt;/em&gt;,&lt;br /&gt;Grupo Poético de Aveiro, dezembro 2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;álvaro seiça neves&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-113638637151855433?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/113638637151855433/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=113638637151855433' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/113638637151855433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/113638637151855433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2006/01/poema-espelho-in-revista-folhas-outros.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-113426217860592723</id><published>2005-12-09T19:00:00.000Z</published><updated>2005-12-11T00:52:17.523Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>[ao thomas]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O poema&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poema me levará no tempo&lt;br /&gt;Quando eu já não for eu&lt;br /&gt;E passarei sozinha&lt;br /&gt;Entre as mãos de quem lê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poema alguém o dirá&lt;br /&gt;Às searas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua passagem se confundirá&lt;br /&gt;Como rumor do mar com o passar do vento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poema habitará&lt;br /&gt;O espaço mais concreto e mais atento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ar claro nas tardes transparentes&lt;br /&gt;Suas sílabas redondas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ó antigas ó longas&lt;br /&gt;Eternas tardes lisas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que eu morra o poema encontrará&lt;br /&gt;Uma praia onde quebrar as suas ondas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E entre quatro paredes densas&lt;br /&gt;De funda e devorada solidão&lt;br /&gt;Alguém seu próprio ser confundirá&lt;br /&gt;Com o poema no tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in &lt;em&gt;Livro Sexto&lt;/em&gt;, &lt;strong&gt;Sophia de Mello Breyner Andresen&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-113426217860592723?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/113426217860592723/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=113426217860592723' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/113426217860592723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/113426217860592723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/12/ao-thomas-o-poema-o-poema-me-levar-no.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-113213662884450983</id><published>2005-11-16T10:01:00.000Z</published><updated>2005-11-24T13:37:52.726Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;uscriptus&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tive uma vontade fortíssima de deixar aqui o meu melhor texto. um texto assim crescente. crescente. oportuno. claríssimo e destrutivamente construtivo. um texto sulfúrico que atacasse o tema bem pelas suas fundações e depois lhe agarrasse as vértebras torcendo-as e dando-lhes uma nova configuração. &lt;br /&gt;tinha o texto acabadinho de aprontar. &lt;br /&gt;tive esta vontade fortíssima de deixar aqui o meu melhor texto.&lt;br /&gt;achei melhor promovê-lo a outro estado vivente e em ebulição extrema torná-lo gasoso. era um texto bom demais para deixar à consideração de um espaço tão imenso tão anónimo tão plagiador tão. tão. e tão claramente inerte. &lt;br /&gt;o da vossa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e.e.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-113213662884450983?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/113213662884450983/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=113213662884450983' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/113213662884450983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/113213662884450983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/11/uscriptus-tive-uma-vontade-fortssima.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-113032870577102542</id><published>2005-10-26T12:38:00.000+01:00</published><updated>2005-10-26T13:11:45.806+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;William Kentridge&lt;/strong&gt; Museu do Chiado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 Outubro - 31 Dezembro 2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exposição de William Kentridge patente no Museu do Chiado em Lisboa coloca ao observador questões interessantes do processo criativo. Instiga-o. Ao filmar e refilmar o desenvolvimento da sua actividade envolvendo desenho e relação com as coisas e os objectos que produzem ou suportam o seu &lt;em&gt;fazer&lt;/em&gt;, devolve-nos uma tradição em crescente esquecimento - a narrativa do desenho. Assim, com pequenos filmes bastante elucidatórios, remete-nos para um imaginário muito próprio onde volteiam o significado da imagem e a (des)materialização do desenho. A encenação da matéria é, neste trabalho, uma das peças mais intensas e exploradas. O elemento fantástico contido no seu processo e a trama de uma história evidenciam que o caminho a seguir não tem de ser forçosamente o de uma &lt;em&gt;desumanização da arte&lt;/em&gt; e da morte da figuração. Se não, contemplem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.museudochiado-ipmuseus.pt/"&gt;www.museudochiado-ipmuseus.pt/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.gregkucera.com/kentridge.htm"&gt;www.gregkucera.com/kentridge.htm&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-113032870577102542?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/113032870577102542/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=113032870577102542' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/113032870577102542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/113032870577102542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/10/william-kentridge-museu-do-chiado-7.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-112979839036267449</id><published>2005-10-20T09:38:00.000+01:00</published><updated>2005-10-20T09:53:45.780+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;romantismo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de certa forma a teoria fractal não poderia existir sem os românticos alemães. a origem. a tão perseguida origem. a ideia de todo o discurso ser por sucessão discurso do discurso. de todo o pensamento ser pensamento do pensamento. esta ideia que se quer próxima do núcleo mas que se distancia cada vez mais só nos pode levar a concluir que o pensamento é conscientemente fractal a partir do romantismo. finais do século 18. a reflexão fractal estava assim inaugurada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e.e.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-112979839036267449?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/112979839036267449/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=112979839036267449' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/112979839036267449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/112979839036267449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/10/romantismo-de-certa-forma-teoria.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-112896081157819036</id><published>2005-10-10T17:06:00.000+01:00</published><updated>2005-10-10T17:13:31.583+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;sugestões&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;doc lisboa&lt;/strong&gt;: 15 a 23 outubro 2005 culturgest&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.doclisboa.org"&gt;www.doclisboa.org&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6ª festa do cinema francês&lt;/strong&gt;: 6 a 16 outubro 2005 instituto franco-português e forum lisboa&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.festadocinemafrances.com/"&gt;www.festadocinemafrances.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-112896081157819036?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/112896081157819036/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=112896081157819036' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/112896081157819036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/112896081157819036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/10/sugestes-doc-lisboa-15-23-outubro-2005.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-112836777468017509</id><published>2005-10-03T20:26:00.000+01:00</published><updated>2005-10-03T20:38:43.250+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;12&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;há uma telha quebrada&lt;br /&gt;em cada telhado&lt;br /&gt;encontrada a telha&lt;br /&gt;é por lá que se descobre&lt;br /&gt;a careca funda&lt;br /&gt;obstáculo igual &lt;br /&gt;na escadaria-vertigem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Álvaro Seiça Neves&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-112836777468017509?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/112836777468017509/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=112836777468017509' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/112836777468017509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/112836777468017509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/10/12-h-uma-telha-quebrada-em-cada.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-112786788737570326</id><published>2005-09-28T01:20:00.000+01:00</published><updated>2005-09-28T01:38:07.380+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;TEORIA DAS CORES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Era uma vez um pintor que tinha um aquário com um peixe vermelho. Vivia o peixe tranquilamente acompanhado pela sua cor vermelha até que principiou a tornar-se negro a partir de dentro, um nó preto atrás da cor encarnada. O nó desenvolvia-se alastrando e tomando conta de todo o peixe. Por fora do aquário o pintor assistia surpreendido ao aparecimento do novo peixe.&lt;br /&gt;   O problema do artista era que, obrigado a interromper o quadro onde estava a chegar o vermelho do peixe, não sabia que fazer da cor preta que ele agora lhe ensinava. Os elementos do problema constituíam-se na observação dos factos e punham-se por esta ordem: peixe, vermelho, pintor - sendo o vermelho o nexo entre o peixe e o quadro através do pintor. O preto formava a ínsidia do real e abria um abismo na primitiva fidelidade do pintor.&lt;br /&gt;   Ao meditar sobre as razões da mudança exactamente quando assentava na sua fidelidade, o pintor supôs que o peixe, efectuando um número de mágica, mostrava que existia apenas uma lei abrangendo tanto o mundo das coisas como o da imaginação. Era a lei da metamorfose.&lt;br /&gt;   Compreendida esta espécie de fidelidade, o artista pintou um peixe amarelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in &lt;em&gt;Os Passos em Volta&lt;/em&gt;, &lt;strong&gt;Herberto Helder&lt;/strong&gt;, Assírio e Alvim, 8ª edição, 2001, p. 22.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-112786788737570326?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/112786788737570326/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=112786788737570326' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/112786788737570326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/112786788737570326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/09/teoria-das-cores-era-uma-vez-um-pintor.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-112775553011341415</id><published>2005-09-26T18:20:00.000+01:00</published><updated>2005-09-26T18:25:30.113+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Companhia do Eu&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venho apresentar-vos a Companhia do Eu, um novo espaço pelo qual sou&lt;br /&gt;responsável. A Companhia do Eu é um centro de cursos de criatividade e&lt;br /&gt;cultura, oferecendo:&lt;br /&gt;- cursos de escrita criativa e escrita de autobiografia&lt;br /&gt;- cursos de pintura&lt;br /&gt;- cursos de criatividade e cultura para crianças&lt;br /&gt;- cursos de cultura (cursos básicos, breves mas concisos) sobre os mais&lt;br /&gt;diversos temas: História de Lisboa, Islão - História e Cultura, Poesia Portuguesa do Século XX, Vinhos...&lt;br /&gt;- cursos breves sobre um poeta, acompanhados por um especialista: José&lt;br /&gt;Régio, Vitorino Nemésio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está tudo no site &lt;a href="http://www.companhiadoeu.com"&gt;www.companhiadoeu.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grato, com um abraço,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pedro Sena-Lino&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-112775553011341415?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/112775553011341415/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=112775553011341415' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/112775553011341415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/112775553011341415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/09/companhia-do-eu-venho-apresentar-vos.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-112775519530631694</id><published>2005-09-25T05:08:00.000+01:00</published><updated>2005-09-26T18:19:55.310+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;TAHAR BEN JELLOUN&lt;/strong&gt; INSTITUTO FRANCO-PORTUGUÊS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29 de SETEMBRO 2005 às 18h30&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TAHAR BEN JELLOUN, autor marroquino de expressão francesa nascido em Fez em 1944, Prémio Goncourt 1987, é autor, entre outros, de &lt;em&gt;O Albergue dos Pobres&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Uma Ofuscante Ausência de Luz&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Arzila / Estação de Espuma&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;O Menino de Areia &lt;/em&gt;ou &lt;em&gt;O Racismo explicado aos Jovens&lt;/em&gt; (galardoado com o 'Prémio da Tolerância Universal' pelo grupo dos Amigos das Nações Unidas, uma organização não governamental que se propõe dar a conhecer os princípios e valores da ONU).&lt;br /&gt;O escritor e psicólogo vem a Portugal para apresentar os seus livros, &lt;em&gt;Amores Feiticeiros&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Escrivão Público &lt;/em&gt;com a chancela da editora Cavalo de Ferro e estará no Instituto Franco-Português no dia 29 de Setembro às 18h30 para um encontro com o público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ifp-lisboa.com"&gt;www.ifp-lisboa.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-112775519530631694?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/112775519530631694/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=112775519530631694' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/112775519530631694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/112775519530631694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/09/tahar-ben-jelloun-instituto-franco.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-112742969501771230</id><published>2005-09-23T23:48:00.000+01:00</published><updated>2005-09-22T23:54:55.016+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ainda sobre a Biblioteca...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A biblioteca não é um sarcófago, é um repositório de ciência viva" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ 1918 Raúl Proença&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stormy Angel&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-112742969501771230?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/112742969501771230/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=112742969501771230' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/112742969501771230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/112742969501771230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/09/ainda-sobre-biblioteca.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-112742792885674283</id><published>2005-09-22T23:16:00.000+01:00</published><updated>2005-09-22T23:48:40.296+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A Biblioteca&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(...) um dos mal-entendidos que dominam a noção de biblioteca é o facto de se pensar que se vai à biblioteca pedir um livro cujo título se conhece. Na verdade acontece muitas vezes ir-se à biblioteca porque se quer um livro cujo título se conhece, mas a principal função da biblioteca, pelo menos a função da biblioteca da minha casa ou da de qualquer amigo que possamos ir visitar, é de descobrir livros de cuja existência não se suspeitava e que, todavia, se revelam extremamente importantes para nós."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in &lt;em&gt;A Biblioteca&lt;/em&gt;, &lt;strong&gt;Umberto Eco&lt;/strong&gt;, trad. Maria L. Rodrigues de Freitas, Difel, 5ª ed., 2002.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-112742792885674283?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/112742792885674283/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=112742792885674283' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/112742792885674283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/112742792885674283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/09/biblioteca.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-112714589517417943</id><published>2005-09-19T16:39:00.000+01:00</published><updated>2005-09-19T17:04:55.203+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;tribalismo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O arquitecto Fernando Távora morreu. Como sempre, foi-se o corpo mas ficou o legado. No passado dia 10 de setembro, sábado, o jornal &lt;em&gt;Público&lt;/em&gt; incluiu no suplemento &lt;em&gt;mil folhas &lt;/em&gt;um artigo do arq. Alves Costa recordando o falecido colega e amigo. No meio das palavras já gastas dos capitães-arquitectos deste país, aparecia uma fotografia reunindo F. Távora, A. Costa e A. Siza. Recordei alguns pensamentos que tivera no passado, assim que abandonei o curso de Arquitectura da Faculdade do Porto. Observando a imagem, podemos reparar no tribalismo atemporal que percorre o ser humano, desde os primórdios até à actualidade. Ali se encontram os três, de calça clara, sapato sóbrio mas despreocupado, camisa não muito folclórica (não convém a um bom arquitecto armar-se de floreados e ornamentos, sobretudo se for ou seguir a tendência da Escola do Porto), posta para dentro da cinta, que a barriga quer-se crescente e as fraldas de outrora olvidáveis, e os pobres dos óculos, sempre contidos, à beira da queda livre, numa artimanha bastante prática, volteando o pescoço, digna de um bom projectista! Ora... será necessário todo este fenómeno de pequenas identidades e polimentos de imagem para se pertencer a algo? Será necessário clonarmos um ideal repetido (mesmo que negando do auge da nossa maturidade intelectual o evidente), acusarmos esse tribalismo pequenino tão milenar (longínquo mas ao mesmo tempo mais próximo do que nunca) e mesmo assim ladrar por essas avenidas fora que se é muito independente e arquitecto e intelectual e que não se faz parte, mas a sério! acreditem! que não se faz parte de nenhum grupo, qualquer que ele seja, porque, olhem para mim, eu sou independente e o meio não me afecta! (?)&lt;br /&gt;Tudo isto para transmitir que só de olhar para aquela simples fotografia de confraternização fiquei enjoado durante um bom pedaço.&lt;br /&gt;Não mudamos! Espantem-se os néscios, pois o tribalismo continua e bem presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Álvaro Seiça Neves&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-112714589517417943?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/112714589517417943/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=112714589517417943' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/112714589517417943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/112714589517417943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/09/tribalismo-o-arquitecto-fernando-tvora.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-112550772593647397</id><published>2005-08-31T17:55:00.000+01:00</published><updated>2005-08-31T18:02:05.943+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;socorro a naúfragos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fica a sugestão de leitura da crítica ao livro &lt;em&gt;Hidra&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Primeiro de Janeiro:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&amp;sec=d67d8ab4f4c10bf22aa353e27879133c&amp;subsec=f0935e4cd5920aa6c7c996a5ee53a70f&amp;id=c6ad4138713e03840b9c7da08103e3a2"&gt;http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&amp;sec=d67d8ab4f4c10bf22aa353e27879133c&amp;subsec=f0935e4cd5920aa6c7c996a5ee53a70f&amp;id=c6ad4138713e03840b9c7da08103e3a2&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-112550772593647397?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/112550772593647397/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=112550772593647397' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/112550772593647397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/112550772593647397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/08/socorro-nafragos-fica-sugesto-de.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-112126679435825028</id><published>2005-07-13T15:41:00.000+01:00</published><updated>2005-07-13T16:05:58.963+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;tradição&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para pablo a arena tem sido o fulgor da estética e da beleza. o embaraço dignificante do animal perante o toureiro. para pablo a arena é cromatismo a vibrar. linhas curvas de sedução. um kitsch soberbo. para pablo as touradas são a mais alta manifestação do domínio racional. da casta superior. se não fossem os toureiros há muito que a espécie touro estaria diminuída. ou mesmo extinta. se não fossem os toureiros e os amigos das touradas. se não fossem. ai se não fossem. todo este ritual sublime perder-se-ia para sempre. e para pablo a tradição pesa mais do que tudo. a tradição deve-se manter. repete incessantemente pablo. a tradição deve-se manter. transformada ou não. mas tradição. para pablo a arena é a convergência dos sentidos e do rejubilar humano. para pablo a arena é o olimpo terreno. ali se faz e ali se decide. o sacrifício impera na senda do belo. isso sim. isso é beleza. para pablo o touro é o pólo masculino. para pablo o toureiro é o feminino. e depois nisto tudo. pólo masculino e feminino. naquela dança dionisíaca. depois disto. ai que linda cena de amor carnal mas também espiritual não fazem os dois. é lindo. lindo lindo lindo.&lt;br /&gt;pablo pensava tudo isto até ontem. ontem a terra foi invadida por uma entidade desconhecida. assim como tantos outros. assim. pablo foi deportado para uma gigante arena. à entrada espumava e vacilava de ansiedade. todo ele transpirava dúvida. a certeza das certezas já se esfumara. pablo questionou a entidade. a entidade comunicou-lhe: a tradição deve-se manter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e.e.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-112126679435825028?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/112126679435825028/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=112126679435825028' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/112126679435825028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/112126679435825028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/07/tradio-para-pablo-arena-tem-sido-o.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-112109682733295425</id><published>2005-07-11T16:29:00.000+01:00</published><updated>2005-07-11T16:47:07.340+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Safo: novo poema 2600 anos depois&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"[You for] the fragrant-blossomed Muses’ lovely gifts &lt;br /&gt;[be zealous,] girls, [and the] clear melodious lyre: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[but my once tender] body old age now &lt;br /&gt;[has seized;] my hair’s turned [white] instead of dark; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;my heart’s grown heavy, my knees will not support me, &lt;br /&gt;that once on a time were fleet for the dance as fawns. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This state I oft bemoan; but what’s to do? &lt;br /&gt;Not to grow old, being human, there’s no way. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tithonus once, the tale was, rose-armed Dawn, &lt;br /&gt;love-smitten, carried off to the world’s end, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;handsome and young then, yet in time grey age &lt;br /&gt;o’ertook him, husband of immortal wife."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Safo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(poema restaurado e traduzido por Martin West)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da poetisa, musa da antiguidade clássica e não só, como ainda se pode ver e ler, conhecem-se três poemas completos, vários aforismos e centenas de fragmentos. Agora, 2600 anos depois, foi encontrado um novo poema sobre a passagem do tempo, o envelhecimento do ser humano, o amor, ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fica a sugestão dos artigos correspondentes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;The Times Literary Supplement&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://poetry.about.com/gi/dynamic/offsite.htm?site=http://www.the%2Dtls.co.uk/this%5Fweek/story.aspx%3Fstory%5Fid=2111206"&gt;http://poetry.about.com/gi/dynamic/offsite.htm?site=http://www.the%2Dtls.co.uk/this%5Fweek/story.aspx%3Fstory%5Fid=2111206&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;The Guardian&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://books.guardian.co.uk/news/articles/0%2C6109%2C1513491%2C00.html"&gt;http://books.guardian.co.uk/news/articles/0%2C6109%2C1513491%2C00.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-112109682733295425?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/112109682733295425/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=112109682733295425' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/112109682733295425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/112109682733295425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/07/safo-novo-poema-2600-anos-depois-you.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-112075222163507336</id><published>2005-07-07T16:58:00.000+01:00</published><updated>2005-07-07T17:04:14.080+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Encerramento do Ballet Gulbenkian&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; por Daniel Tércio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reencaminho os leitores caputianos, ou os vulgos passageiros, para o blog:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.nudescendoescadas.blogspot.com"&gt;www.nudescendoescadas.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;onde podem ler o artigo de &lt;strong&gt;Daniel Tércio &lt;/strong&gt;sobre o encerramento do Ballet Gulbenkian.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois dias depois, penso que vale a pena perceber um pouco melhor esta abrupta decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;álvaro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-112075222163507336?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/112075222163507336/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=112075222163507336' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/112075222163507336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/112075222163507336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/07/encerramento-do-ballet-gulbenkian-por.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-112057972440789450</id><published>2005-07-05T17:07:00.000+01:00</published><updated>2005-07-05T17:08:44.413+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Pensamento Probabilístico Existencial&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As probabilidades desempenham um papel de relevo nas tomadas de decisões que empreendemos no dia-a-dia. É Dezembro, estou no Porto, o dia amanheceu com nuvens e a temperatura é amena? Será melhor levar o guarda-chuva, pois há grande probabilidade de vir a chover. Tanto nos pequenos como nos grandes dilemas, a avaliação matemática do número de casos favoráveis a uma ocorrência versus o número total de casos possíveis é feita de um modo quase automático. É uma forma de pensar que, regra geral, é considerada válida e demonstra sensatez.&lt;br /&gt;Há contudo algo que se contrapõe a esta regra, e que não me deixa em paz. Qual era, em boa verdade, a probabilidade de os meus pais me terem concebido? É algo que está dependente da probabilidade de eles se terem conhecido, de terem iniciado uma relação amorosa e de terem copulado, com a consequente união arbitrária de um gâmeta feminino e um gâmeta masculino, que me geraram e permitiram que eu nascesse. Grandes incertezas, estas que rodeiam a minha existência!&lt;br /&gt;Sejamos ainda mais exaustivos: qual a probabilidade de os meus pais terem sequer nascido? Também eles foram fruto de um capricho de acaso e coincidência que engloba os seus pais, os pais dos seus pais, e por aí fora. Tudo isto misturado com múltiplas influências externas que modificam o rumo que parece mais provável: guerra, doenças, regimes políticos, catástrofes naturais e tudo o que se possa incluir na relação de interacção que os indivíduos têm com o meio. Se quisermos tornar as coisas ainda mais interessantes podemos recuar até à formação das primeiras formas de vida que se desenvolveram na sopa primitiva, que em si mesma já foi um caso espantoso, no sentido em que tiveram de se criar condições muito peculiares para a sua ocorrência.&lt;br /&gt;Todo este conjunto de factores, que aparentam ser arbitrários, influenciou o meu nascimento. Assim, verificamos que num sentido temporal amplo e universal a probabilidade da existência de cada um de nós é um valor que tende para zero, um número infinitamente pequeno. Mas estamos aqui.&lt;br /&gt;Não seremos a prova de que as probabilidades não são assim tão fiáveis, e que o mais improvável pode acabar por acontecer se lhe dermos o devido tempo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cristóvão Figueiredo&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-112057972440789450?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/112057972440789450/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=112057972440789450' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/112057972440789450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/112057972440789450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/07/pensamento-probabilstico-existencial.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111935310065504193</id><published>2005-06-21T12:18:00.000+01:00</published><updated>2005-06-21T12:25:00.670+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;mapa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ali dentro do barco. ali. o danúbio nas nossas barbatanas. o danúbio imenso e nós de mapa aberto sobre as águas. ali o mundo parecia inevitável. o mundo parecia aberto à viagem. navegadores ancestrais ventaram-se pelo corpo aberto. &lt;br /&gt;o destino. por mais longínquo que fosse. vinha logo ao virar da serra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e.e.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111935310065504193?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111935310065504193/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111935310065504193' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111935310065504193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111935310065504193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/06/mapa-ali-dentro-do-barco.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111935511119969489</id><published>2005-06-19T12:50:00.000+01:00</published><updated>2005-06-21T12:59:00.976+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Quixote&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1605, Miguel de Cervantes publicava &lt;em&gt;D. Quixote de La Mancha&lt;/em&gt;. 400 anos depois, os filmes que adaptaram a colossal obra tendem a petrificar a viagem dos dois companheiros - Quixote e Sancho, o espiritual e o material.&lt;br /&gt;Não está na hora de reciclar e reciclar bem? De recuperar Borges, homenageando a sua reconstrução da ficção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111935511119969489?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111935511119969489/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111935511119969489' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111935511119969489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111935511119969489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/06/quixote-em-1605-miguel-de-cervantes.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111876708926315322</id><published>2005-06-15T17:26:00.000+01:00</published><updated>2005-06-21T12:25:56.213+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Sobre Flancos e Barcos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia ainda outro jardim o da minha vida &lt;br /&gt;exíguo é certo mas o do meu olhar &lt;br /&gt;são talvez dois pássaros que se amam &lt;br /&gt;um sobre o outro ou dois cães de pé &lt;br /&gt;é sempre a mesma inquietação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;este delírio branco ou o rumor &lt;br /&gt;da chuva sobre flancos e barcos &lt;br /&gt;o inverno vai chegar &lt;br /&gt;sobre a palha ainda quente a mão &lt;br /&gt;uma doçura de abelha muito jovem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;era o sopro distante das manhãs sobre o mar &lt;br /&gt;e eu disse sentindo os seus passos nos pátios do coração &lt;br /&gt;é o silêncio é por fim o silêncio &lt;br /&gt;vai desabar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in &lt;em&gt;Véspera de Água&lt;/em&gt;, &lt;strong&gt;Eugénio de Andrade&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acerca de Eugénio: &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.instituto-camoes.pt/escritores/eugenio.htm"&gt;www.instituto-camoes.pt/escritores/eugenio.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;notícias na imprensa: &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1225710&amp;idCanal=36"&gt;www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1225710&amp;idCanal=36&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111876708926315322?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111876708926315322/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111876708926315322' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111876708926315322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111876708926315322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/06/sobre-flancos-e-barcos-havia-ainda.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111876635168188898</id><published>2005-06-14T17:13:00.000+01:00</published><updated>2005-06-14T17:25:51.686+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;passagens para outro lado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Recebi uma carta. Dizia qualquer coisa como isto: &lt;br /&gt;"Você já tem muita idade, e dentro em pouco comparecerá perante Deus que o &lt;br /&gt;julgará. E se não se arrepender está condenado às penas eternas." &lt;br /&gt;O que é que eu podia fazer? Escrevi uma carta a agradecer a preocupação.»&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Álvaro Cunhal&lt;/strong&gt;, DNA, Outubro de 1997 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A MÁRIO BOTAS, COM UNS CRAVOS BRANCOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estiveras na morte muita vez&lt;br /&gt;e sempre regressaras. Para a conheceres&lt;br /&gt;bastava-te afinal ser português,&lt;br /&gt;a morte é o nosso aprendizado.&lt;br /&gt;Agora lá ficaste: o outono foi duro.&lt;br /&gt;Não cheguei a dizer-te como&lt;br /&gt;tu e eu sobrávamos na festa.&lt;br /&gt;Tu já partiste, eu não tardarei.&lt;br /&gt;Aos corvos deixemos o que resta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eugénio de Andrade&lt;/strong&gt;, 1983&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(email enviado por Felipa Preto Ramos)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111876635168188898?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111876635168188898/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111876635168188898' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111876635168188898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111876635168188898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/06/passagens-para-outro-lado-recebi-uma.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111834553593639871</id><published>2005-06-09T20:29:00.000+01:00</published><updated>2005-06-09T20:32:15.943+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;feiras do livro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;andam por aí, em local específico, as feiras do livro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lisboa: &lt;a href="http://www.feiradolivrodelisboa.pt/"&gt;www.feiradolivrodelisboa.pt/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;porto: &lt;a href="http://www.feiradolivrodoporto.pt/"&gt;www.feiradolivrodoporto.pt/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lisboa, &lt;strong&gt;hoje&lt;/strong&gt; às 22h: &lt;strong&gt;wordsong&lt;/strong&gt; - poesia de al berto e fernando pessoa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111834553593639871?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111834553593639871/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111834553593639871' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111834553593639871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111834553593639871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/06/feiras-do-livro-andam-por-em-local.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111764097627626260</id><published>2005-06-01T16:47:00.000+01:00</published><updated>2005-06-01T16:49:36.283+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Orquestra Sinfónica Juvenil&lt;/strong&gt; concerto na Culturgest&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundada em 1973, a Orquestra Sinfónica Juvenil (OSJ) assume-se, hoje, como uma instituição fundamental no nosso panorama músico-pedagógico. Nestes 32 anos de existência, a OSJ viu passar pelos seus quadros muitos dos actuais instrumentistas das nossas orquestras, estendeu a sua acção em favor da cultura musical a todo o país, incentivou e deu a conhecer ao público muitos jovens solistas. Em permanente renovação, o seu repertório é bastante vasto - foram preparadas mais de 500 obras abrangendo os séculos XVIII, XIX e XX. Para além dos Maestros-Titulares (Alberto Nunes de 1973-83) e Christopher Bochmann (desde 1984) foi dirigida por Francisco d'Orey, Jorge Matta, António Saiote, Roberto Perez, Georges Adjinikos, José Palau, Andrew Swinerton, Vasco Azevedo e Julius Michalsky. A OSJ desenvolve as suas actividades com o apoio, fundamentalmente, do Ministério da Cultura, Instituto Português da Juventude, e Radiodifusão Portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;concertos&lt;/strong&gt;: 8 e 9 de Junho, 21h30&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.culturgest.pt/actual/osj.html"&gt;www.culturgest.pt/actual/osj.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111764097627626260?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111764097627626260/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111764097627626260' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111764097627626260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111764097627626260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/06/orquestra-sinfnica-juvenil-concerto-na.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111753475619076524</id><published>2005-05-31T11:13:00.000+01:00</published><updated>2005-05-31T11:19:16.196+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Helmar Lerski&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Metamorfoses pela Luz&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Culturgest &lt;strong&gt;LisboaPhoto 2005&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helmar Lerski (1871 - 1956), cujo trabalho se movimentou pela fotografia e o cinema, é um dos autores mais fascinantes das vanguardas artísticas das décadas de 20 e 30, em particular pelo modo como construiu uma das mais obsessivas e perturbantes representações do rosto humano. Menos conhecido do que Man Ray ou Moholy-Nagy, a sua obra fotográfica tem vindo a ser reconhecida, nas leituras mais recentes da arte do século XX, como referência central no quadro da história de um dos géneros mais glosados na fotografia: o retrato. Comissariada por Ute Eskildsen, produzida pelo Museu Folkwang de Essen, na Alemanha, e apresentada agora no quadro da LisboaPhoto 2005, a exposição traz até nós a série mais emblemática de Lerski (&lt;em&gt;Metamorphosen des Gesichts/ Metamorfoses pela Luz&lt;/em&gt;), cerca de 120 provas &lt;em&gt;vintage&lt;/em&gt;, acompanhadas de pequenos objectos, que correspondem a um amplo estudo em torno de um mesmo rosto, representado em &lt;em&gt;close up &lt;/em&gt;e submetido a variações minimalistas a partir do jogo da luz e da sombra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.culturgest.pt/actual/helmar_lerski.html"&gt;www.culturgest.pt/actual/helmar_lerski.html&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lisboaphoto.pt/"&gt;www.lisboaphoto.pt/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111753475619076524?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111753475619076524/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111753475619076524' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111753475619076524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111753475619076524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/05/helmar-lerski-metamorfoses-pela-luz.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111702242588163273</id><published>2005-05-25T12:44:00.000+01:00</published><updated>2005-05-25T13:00:25.886+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Ariel: The Restored Edition by Sylvia Plath&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ariel&lt;/em&gt; is Sylvia Plath’s last book. Most of the poems were written in a manic burst during a period of grief and rage over her impending divorce from British poet Ted Hughes, who ran off with another woman, leaving her with two babies. She had tried suicide at nineteen and failed; after completing the &lt;em&gt;Ariel&lt;/em&gt; poems at thirty, she succeeded. Hughes sent the &lt;em&gt;Ariel&lt;/em&gt; manuscript off to be published, leaving out some poems she had included and adding new ones she wrote in her last days. Much controversy ensued: he was accused of everything from censorship to murder. This new facsmile edition of &lt;em&gt;Ariel&lt;/em&gt; sets the record straight by giving us the poems as Plath left them in the manuscript, along with her typewritten drafts and handwritten corrections. Frieda Hughes, the daughter of the two poets, writes a Foreword to the edition, defending her father’s actions regarding Plath’s legacy and describing the difficulties the family has endured as a result of Plath’s canonization and Hughes’ demonization.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frieda references Plath’s well-known fits of temper, several of which resulted in her burning her husband’s work. She also notes that Ted Hughes was a frequent target of fury in the poems. Plath was apparently a manic-depressive, swinging from ecstasy and rage to black depression, accordingly representing herself as an apotheosized victim of powerful, fascist-booted men, or an avenging Medea warning us against her superhuman powers: "Beware. Out of the ash/I rise with my red hair/And I eat men like air." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plath pushes all aspects of her life to manic extremes: it is not enough that she herself should be larger than life, the other characters in her drama must also have mythic proportions. In the early days of her relationship with Hughes she wrote: "We make love like giants." Some readers, but not all, buy into Plath’s operatic depictions, taking them for reality. Her fans have gone so far as to erase the surname "Hughes" from her gravestone. Despite Frieda Hughes’ assertions that her parents’ marriage was companionable and quiet, Sylvia Plath had to be hell to live with. &lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ler o restante ensaio: &lt;a href="http://contemporarylit.about.com/od/poetry/fr/arielRestored.htm  "&gt;http://contemporarylit.about.com/od/poetry/fr/arielRestored.htm  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Diana Manister&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111702242588163273?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111702242588163273/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111702242588163273' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111702242588163273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111702242588163273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/05/ariel-restored-edition-by-sylvia-plath.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111661260961239441</id><published>2005-05-20T19:06:00.000+01:00</published><updated>2005-05-20T19:10:09.616+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Um Museu de Arte Contemporânea em Lisboa para a colecção de Joe Berardo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das melhores colecções da época está fechada longe do público no acervo do Centro Cultural de Belém. Os cidadãos de Lisboa, de Portugal e do Mundo exigem que o Estado Português e a Câmara Municipal de Lisboa assumam as suas responsabilidades em relação ao património que com grande generosidade Joe Berardo propôs a Portugal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;assinar petição&lt;/strong&gt;:&lt;a href="http://www.petitiononline.com/ummuseu/petition.html"&gt;www.petitiononline.com/ummuseu/petition.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111661260961239441?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111661260961239441/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111661260961239441' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111661260961239441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111661260961239441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/05/um-museu-de-arte-contempornea-em.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111641611608604870</id><published>2005-05-18T12:33:00.000+01:00</published><updated>2005-05-18T12:35:16.090+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;E tudo era possível&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha juventude antes de ter saído&lt;br /&gt;da casa de meus pais disposto a viajar&lt;br /&gt;eu conhecia já o rebentar do mar&lt;br /&gt;das páginas dos livros que já tinha lido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegava o mês de maio era tudo florido&lt;br /&gt;o rolo das manhãs punha-se a circular&lt;br /&gt;e era só ouvir o sonhador falar&lt;br /&gt;da vida como se ela houvesse acontecido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo se passava numa outra vida&lt;br /&gt;e havia para as coisas sempre uma saída&lt;br /&gt;Quando foi isso? Eu próprio não o sei dizer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só sei que tinha o poder duma criança&lt;br /&gt;entre as coisas e mim havia vizinhança&lt;br /&gt;e tudo era possível era só querer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ruy Belo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in &lt;em&gt;Homem de Palavra[s]&lt;/em&gt;, Lisboa, Editorial Presença, 1999 (5ª ed.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111641611608604870?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111641611608604870/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111641611608604870' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111641611608604870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111641611608604870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/05/e-tudo-era-possvel-na-minha-juventude.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111582201609155392</id><published>2005-05-11T15:29:00.000+01:00</published><updated>2005-05-11T15:33:36.096+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;[poema perdido em 1993]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;em&gt;(para assobiar e. e. cummings)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;vamos embebedar-nos e fugir para o teu corpo&lt;br /&gt;na primavera mentem-se os invernos no eterno verão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;levo a adolescência que perdemos dentro à tua boca&lt;br /&gt;vamos subir as árvores um do outro e &lt;br /&gt;meter todos os invernos no corpo eterno verão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vamos absolutos para o nu de Deus&lt;br /&gt;trago nos bolsos tempo para nenhum nós &lt;br /&gt;e vinte mil adiadas erecções&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vamos rasgar ruas onde havia mãos&lt;br /&gt;e esconder outonos no fundo das pernas&lt;br /&gt;caber o segredo que não sabemos nós&lt;br /&gt;a natureza segunda das folhas&lt;br /&gt;e o nome nu de todas as estações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vamos soltar cobras onde havia medo&lt;br /&gt;e matar os dias só duas palavras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas agora vamos bebermo-nos de ti&lt;br /&gt;e fugir para corpo bem fora de nós&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pedro Sena-Lino&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;inédito em livro&lt;/em&gt;, Abril de 2004)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111582201609155392?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111582201609155392/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111582201609155392' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111582201609155392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111582201609155392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/05/poema-perdido-em-1993-para-assobiar-e.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111574091971886062</id><published>2005-05-10T16:50:00.000+01:00</published><updated>2005-05-10T17:01:59.800+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;se quiser que eu coma...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quiser que eu coma&lt;br /&gt;os seus animais de estimação,&lt;br /&gt;os seus pardos pombos-correio,&lt;br /&gt;eu como-os&lt;br /&gt;não há problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;dióspiro &lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do almoço&lt;br /&gt;quando arrastamos a cadeira&lt;br /&gt;um pouco para trás,&lt;br /&gt;uma sonolência morna entrelaçada de luz&lt;br /&gt;entra pela janela&lt;br /&gt;ludibria as cortinas&lt;br /&gt;e difusa poisa no vinho.&lt;br /&gt;É nessa altura que dizemos:&lt;br /&gt;vou comer este dióspiro&lt;br /&gt;antes que apodreça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Daniel Maia-Pinto Rodrigues&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in &lt;strong&gt;O Valete do Sétimo Naipe&lt;/strong&gt;, Corpos Editora, reedição, 2005.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111574091971886062?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111574091971886062/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111574091971886062' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111574091971886062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111574091971886062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/05/se-quiser-que-eu-coma.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111541951416048393</id><published>2005-05-07T00:00:00.000+01:00</published><updated>2005-05-06T23:45:14.163+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;primavera&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as gramíneas sexo a fervilhar&lt;br /&gt;polinização sim referendo não&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aseiçaneves&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111541951416048393?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111541951416048393/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111541951416048393' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111541951416048393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111541951416048393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/05/primavera-as-gramneas-sexo-fervilhar.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111541541781132805</id><published>2005-05-06T22:30:00.000+01:00</published><updated>2005-05-06T22:36:57.816+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Casa da Música &lt;/strong&gt;Porto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado . 14 Maio 2005 &lt;br /&gt;23:59, Sala 2&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roy Ayers &lt;/strong&gt;. Funkateers &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Um dos mais visíveis e premiados vibrafonistas de jazz, Roy Ayers é tido como um dos profetas do acid jazz, décadas à frente do seu tempo. Há mais de 40 anos ligado ao jazz, Ayers começou a dar nas vistas no início dos anos 70 com temas como «Move to Groove» e «Everybody Loves the Sunshine». &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ícone da comunidade hip-hop, Roy Ayers contribuiu para a implementação do R&amp;B e do jazz/rock. Recentemente editados numa antologia, os álbuns de Ayers exprimem bem a sua capacidade e abrangência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.casadamusica.com"&gt;www.casadamusica.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111541541781132805?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111541541781132805/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111541541781132805' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111541541781132805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111541541781132805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/05/casa-da-msica-porto-sbado.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111531476600847755</id><published>2005-05-05T18:36:00.000+01:00</published><updated>2005-05-06T22:23:21.233+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Joyosa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Culturgest - Lisboa - 13 Maio. 21h30&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um guitarrista húngaro, um trompetista alemão, um contrabaixista norueguês e um baterista suíço, juntaram-se num projecto que cruza as fronteiras do jazz, da música clássica, da "música do mundo", da bossa nova, numa fusão dos sons de hoje, com uma enorme elegância, cheia de alegria e de vibrante vitalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trompete &lt;strong&gt;Markus Stockhausen&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Guitarra acústica &lt;strong&gt;Ferenc Snétberger&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Contrabaixo &lt;strong&gt;Arild Andersen&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bateria &lt;strong&gt;Samuel Rohrer  &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.culturgest.pt/actual/joyosa.html"&gt;www.culturgest.pt/actual/joyosa.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111531476600847755?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111531476600847755/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111531476600847755' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111531476600847755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111531476600847755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/05/joyosa-culturgest-lisboa-13-maio.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111522219429870845</id><published>2005-05-04T16:54:00.000+01:00</published><updated>2005-05-04T16:56:34.366+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Xana&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Arte Opaca e outros Fantasmas &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Culturgest - Lisboa - 20 de Abril a 19 de Junho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mostra antológica da obra que Xana realizou a partir de 1987, ano em que começam a ter uma crescente importância na sua carreira as intervenções efémeras em espaços públicos e as instalações de grande dimensão, que culminaram nas esculturas da Alameda da Cidade Universitária (1991) ou em Lar Doce Lar na colectiva Depois de Amanhã (1994), e tiveram depois sequência em obras permanentes para espaços urbanos. Nesta exposição são apresentadas obras marcantes do desenvolvimento de um tipo original de pintura-escultura, em peças de parede ou de chão, de formatos irregulares e de grande inventividade formal, onde Xana afirma uma linguagem plástica de vibrante cromatismo e de estruturas tendencialmente padronizadas, em que convivem, por derivação ou contaminação, as formas abstractas e as sugestões figurativas com as apropriações dos objectos de consumo corrente. Arte opaca e outros fantasmas reúne, em novas condições de visibilidade, cerca de uma centena de trabalhos, incluindo peças que foram inicialmente mostradas em espaços transformados pelo artista e outras obras pouco conhecidas ou inéditas. Revela um percurso que, sem conhecer profundas rupturas, tem explorado sempre novas direcções de trabalho com um entendimento utópico da criatividade como capacidade de afirmar um espaço (inútil?) para o prazer e o belo, que, como afirma o artista, talvez ainda seja capaz de transformar o mundo. Uma “arte opaca” onde não há conteúdos para ler, nenhuma representação ou história, em que tudo se joga na eficácia da sua imediata presença pictural e na alegria e no humor de uma invenção radicalmente retiniana. Uma poética de felicidade como objectivo da arte, de que Matisse é uma das grandes referências, explorada também em novas tecnologias como as recentes projecções de pinturas digitais em suporte vídeo, apresentadas em estreia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.culturgest.pt/actual/xana.html"&gt;www.culturgest.pt/actual/xana.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111522219429870845?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111522219429870845/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111522219429870845' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111522219429870845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111522219429870845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/05/xana-arte-opaca-e-outros-fantasmas.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111511476006323526</id><published>2005-05-03T11:01:00.000+01:00</published><updated>2005-05-03T11:06:00.063+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Inside out&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Luís Carrilho da Graça, arquitecto &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Philippe Reliquet, Director do Instituto Franco-Português tem o prazer de vos convidar para a conferência “Inside out” com &lt;strong&gt;João Luís Carrilho da Graça&lt;/strong&gt;, em conversa com o arquitecto francês &lt;strong&gt;Jean Philippe Vassal &lt;/strong&gt;no dia &lt;strong&gt;4 de Maio &lt;/strong&gt;às 18h30 no &lt;strong&gt;Instituto Franco-Português&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;Segunda conferência do ciclo &lt;em&gt;A Arquitectura Hoje&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instituto Franco-Português &lt;br /&gt;Av. Luís Bívar, 91 - 1050-143 Lisboa &lt;br /&gt;Tel.: 21 311 14 00 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exposição "Inside out" - projectos e obras fora de Portugal de João Luís Carrilho da Graça no Instituto Franco-Português de 4 a 28 de Maio entre as 09h00 e as 21h00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ifp-lisboa.com"&gt;www.ifp-lisboa.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111511476006323526?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111511476006323526/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111511476006323526' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111511476006323526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111511476006323526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/05/inside-out-joo-lus-carrilho-da-graa.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111505161385274634</id><published>2005-05-02T17:27:00.000+01:00</published><updated>2005-05-02T17:33:33.853+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;MEIA DÉCADA DA EDITORA CORPOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROGRAMAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: &lt;strong&gt;7 de Maio de 2005&lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;Hora: 14h00 – 02h00&lt;br /&gt;Local: Parke, Francelos, Vila Nova de Gaia (Rua Dr. Pedro Vitorino 148)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PROGRAMAÇÃO DETALHADA:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14H00: - Actuação musical de “Hugo Moss” (Palco)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15H00: - Actuação da Banda “The Jills” (Palco)&lt;br /&gt;            - Inauguração de Exposição de Pintura de Ana Pina(Tenda)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16H00: - Música e Poemas Sintomáticos de António Pinheiro (Palco)&lt;br /&gt;            - Performance Poética de Miguel Oliveira e Rita Cunha(Tenda)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16H30: - Lançamento do Livro de “Vislumbro de um sussurro breve”&lt;br /&gt;              Maximina Girão (Sala)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17H00: - Actuação da Banda “Human Cycle” (Palco)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17H30: - Lançamento da 2ª edição do livro “O Valete do Sétimo   Naipe“ de Daniel Maia-Pinto Rodrigues (Sala)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18H00: - Actuação dos “Deep” (Palco)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19H00: - “Expurgaçõo” Performance Poética de Aires Ferreira (Palco)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19H30: - Actuação dos “deubreka” (Dj Mr. Mute e VJ Zekan) (Palco)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21H30: - Performance Poética de Maria Beatriz (com participação de Actores e Actrizes do TUP: Mariana Nina, Diana Enes, Inês Gregório, Isabel Fragoso, Gonçalo Lourenço e actividades circences) (Palco)&lt;br /&gt;            - Inauguração do Poesia Fã Clube (Sala)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22H30: - Performance Audio Visual por Paulo Cruz (Palco)&lt;br /&gt;           - Inicio das Brotherhood Sessions (com os DJ´s Pedro Killer e Hugo Guimarães) (Palco)&lt;br /&gt;           - Lançamento do Livro “Estrelas (de)Cadentes” de Cátia Rodrigues (Sala)&lt;br /&gt;           - Lançamento do Livro “Lágrimas do Douro” de Sandra Cristina Costa (Sala)&lt;br /&gt;           - Lançamento do Livro “Viagens num mundo imperfeito “ de Raquel Queirós (Sala)&lt;br /&gt;           - Lançamento dos Singles de literatura (Vários autores)(Tenda)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23H30: - Lançamento do CD “à boca do amor” de Ex-Ricardo dePinho&lt;br /&gt;             Teixeira e Ironic Salazar (Palco)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01H00: - Cemitério das Memórias (Convite a todos artistas da editora e extra editora para trazerem um poema, uma pintura, uma fotografia, uma música ou qualquer forma de arte. A cápsula do tempo será aberta daqui a 5 anos, quando a Corposeditora fizer uma década de existência)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;02H00: - Encerramento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenciosamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ex-Ricardo dePinho Teixeira (editor)  93 33 33 283&lt;br /&gt;Adriana Pereira (editora)             93 62 68 276&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.corposeditora.tk"&gt;www.corposeditora.tk&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111505161385274634?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111505161385274634/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111505161385274634' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111505161385274634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111505161385274634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/05/meia-dcada-da-editora-corpos-programao.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111504189131089118</id><published>2005-05-02T14:47:00.000+01:00</published><updated>2005-05-02T14:51:31.310+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Ler Devagar. Lisboa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 de Maio, 3ª feira às 19.30h &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEBATE:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CICLO "CONVERSAS DE PRIMAVERA"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Lisboa Queremos? Dinámicas Sócio-Urbanísticas e Desafios para o Futuro&lt;br /&gt;Com: Helena Roseta, João Seixas e Pedro Costa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Organização: Dinámia &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lerdevagar.com"&gt;www.lerdevagar.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111504189131089118?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111504189131089118/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111504189131089118' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111504189131089118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111504189131089118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/05/ler-devagar.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111478844065119246</id><published>2005-04-29T16:21:00.000+01:00</published><updated>2005-04-29T16:30:00.393+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Paul Auster &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontro com Paul Auster, conversas e coisas que tais, &lt;strong&gt;hoje&lt;/strong&gt;, na &lt;strong&gt;Culturgest&lt;/strong&gt; pelas &lt;strong&gt;21.30 &lt;/strong&gt;ou &lt;strong&gt;amanhã&lt;/strong&gt;, pela mesma hora, na &lt;strong&gt;Fnac do Chiado&lt;/strong&gt;, em Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jovem, contamos contigo! Se tens mais de 18 anos e o 10º ano de escolaridade, não percas a oportunidade de contactar com uma figura incontornável das montras e escaparates universais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vai já a &lt;a href="http://www.culturgest.pt/actual/paul_auster.html"&gt;www.culturgest.pt/actual/paul_auster.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111478844065119246?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111478844065119246/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111478844065119246' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111478844065119246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111478844065119246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/04/paul-auster-encontro-com-paul-auster.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111470349072471811</id><published>2005-04-28T16:46:00.000+01:00</published><updated>2005-04-28T16:51:30.723+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;infância&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;escavar escavar &lt;br /&gt;uma cartografia perdida&lt;br /&gt;e ficar apenas com um rio bem turvo na mão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;sentido&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;compreender a origem falsa&lt;br /&gt;destes círculos concêntricos e infinitos&lt;br /&gt;que chapinham a vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[aseiçaneves]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111470349072471811?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111470349072471811/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111470349072471811' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111470349072471811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111470349072471811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/04/infncia-escavar-escavar-uma.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111452598371324405</id><published>2005-04-27T15:13:00.000+01:00</published><updated>2005-04-28T13:46:08.713+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;depuração&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;resistir. resistir. tens que resistir à incineração dos teus textos. agora desaparecido o caderno inteiro. agora fugida a lupa da palavra. agora aguenta-te. tens memória e terás memória. pensa antes em actuar. actuar. não fiques aí a esmurrar a testa no orvalho e no muro reduzido. resistir. resistir. sei. sei. sei que a tua identidade se evaporou em parte com essa perda. a perda. a perda. sempre a perda. mas resiste. resiste. tens que resistir à criação e depois à destruição. sei sei. sei que foram milhares de palavras combinadas de forma inovadora. única. roubadas pelo vento. sei. sei que a combustão foi mais forte. mas tens de resistir. resistir a tudo. mesmo quando te arrancarem os dedos. a língua. e os braços. quando te arrancarem quase tudo já pouco te restará. mas terás ainda a memória. e sabes que a memória é depuração. depuração. &lt;br /&gt;cada vez mais perto da brevidade. limando-se ao máxima. limando-se força. resta-te pouco. sei. sei. resta-te a rescrita. resta-te a rescrita. e aí. e aí há possibilidade total. total. pensa antes assim. depuração. depuração.&lt;br /&gt;ca vez mais per da da. ma má. ma for. res pou. sei. sei. res a cri. res a cri. e aí. e aí da tal. tal. pen an ssim. ão. ão. &lt;br /&gt;sei. sei. sei que te dói corrosiva essa perda. sei. deixa corroer. deixa. mas por favor não pares de depurar. depuração. depuração.&lt;br /&gt;sei. sei. sei que te dói si e per. sei. dei er. dei. mas por vor não pa de rar. ão. ão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e.e.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111452598371324405?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111452598371324405/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111452598371324405' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111452598371324405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111452598371324405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/04/depurao-resistir.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111451558682141577</id><published>2005-04-26T12:38:00.000+01:00</published><updated>2005-04-28T13:52:38.380+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;I Ching, o Livro das Mutações &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as edições em português do I Ching, existe uma da editora Pensamento, de São Paulo, que inclui o prefácio de C. G. Jung. É portanto esta que recomendaria a quem quisesse possuir um exemplar do Livro das Mutações. Em outro post, citei o referido prefácio (assinado por Jung) a propósito do conceito de sincronicidade. &lt;br /&gt;A forma como o leitor utiliza o livro não é de somenos importância. Em primeiro lugar, o I Ching tem que ser encarado como uma entidade autónoma, na minha perspectiva, como uma espécie de pêndulo vibratório das configurações possíveis do universo. Neste sentido, ainda na minha perspectiva, o I Ching é uma mónada (como Leibniz a define). &lt;br /&gt;O livro não deve ser interrogado em termos de sim ou não e, neste aspecto, ele está longe de ser normativo. A pergunta é uma forma de desenhar secções no universo das possibilidades e o I Ching responde, dizendo, não que se deve ir por aqui, ou por ali, mas sim fazendo notar o que significa ir por um certo caminho. Ir por um certo caminho é ganhar (se é que este termo faz sentido...) um conjunto de coisas e perder outras tantas, que ganhariamos se fossemos por outro caminho.&lt;br /&gt;O I Ching é profundamente contrário à ideia de destino. Na verdade, o grande Livro das Mutações respeita inteiramente a liberdade humana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Daniel Tércio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.nudescendoescadas.blogspot.com"&gt;www.nudescendoescadas.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111451558682141577?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111451558682141577/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111451558682141577' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111451558682141577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111451558682141577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/04/i-ching-o-livro-das-mutaes-entre-as.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111419171940361533</id><published>2005-04-25T07:38:00.000+01:00</published><updated>2005-04-26T11:19:41.666+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;aseiçaneves&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;?avesso o será dois dos qual mas&lt;br /&gt;avesso do tudo está. verificas então e&lt;br /&gt;tua a como bem! acertaste! exacto!&lt;br /&gt;balofa bem barriga uma&lt;br /&gt;cima para barriga de chão no deita-se alguém esse e&lt;br /&gt;galgá-la antes&lt;br /&gt;padieira a seria caso teu no que&lt;br /&gt;soleira a  soleira a mesmo pisar pode se não&lt;br /&gt;chinês  tailandês templo num como&lt;br /&gt;sabes?  sagrada é soleira a &lt;br /&gt;pois&lt;br /&gt;soleira a pisa não&lt;br /&gt;porta pela entra alguém que reparas e&lt;br /&gt;simétrico teu do tecto o serás tu&lt;br /&gt;chão&lt;br /&gt;afinal&lt;br /&gt;é tudo que vês tecto no e&lt;br /&gt;tecto o verificas então e&lt;br /&gt;)tua a como bem! acertaste! exacto!&lt;br /&gt;balofa bem barriga uma&lt;br /&gt;cima para barriga de chão no deitas-te&lt;br /&gt;deitas-te quarto nesse e&lt;br /&gt;porta uma menos&lt;br /&gt;pelo com quarto um mas quarto teu o não&lt;br /&gt;quarto um a&lt;br /&gt;quarto um a então chegas&lt;br /&gt;avesso do está tudo corres e saltas enquanto&lt;br /&gt;paredes nas&lt;br /&gt;avesso do vultos com enormes corredores por sais&lt;br /&gt;piso neste sais: nota(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;avesso&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111419171940361533?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111419171940361533/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111419171940361533' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111419171940361533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111419171940361533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/04/aseianeves-avesso-o-ser-dois-dos-qual.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111419154948186881</id><published>2005-04-23T07:38:00.000+01:00</published><updated>2005-04-22T18:43:06.066+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;istmo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o assunto começou num bar de jazz. era dia de cadeiras e mesas cheias. de pessoas e músicos. a sala recebera uma enxurrada de suor e cabeças. no prolongamento da bebida. da bebida. a melodia ia escorregando para dentro da garganta. do esófago. o clima transpirava-se em concentração. intensa. o piano esbracejava melancolia alternada em violentas notas. tons. claves. os dedos do contrabaixista gemiam nas cordas do instrumento tornado corpo. tornado prótese. tornado mais tarde. mais tarde improvisação. mais tarde amante. amante. a quem se toca. a quem se deixa tocar. amantes dançando. osmose rara. momentânea. e as mãos. aranhas que deslizam música perfurada. e dedilha-se. dedilha-se sexo e magnetismo música perfurada. e os indicadores iniciam a sua viagem de cisnes. e a bateria cavalga em energia espantada. espasmos. espasmos em uníssono. e o ambiente cada vez mais pesado exigindo ar. oxigénio que aqui respira-se. mas o oxigénio já foi todo consumido pela música diabólica. e os cigarros contorcendo-se pela sala também. e o fumo condensando os olhos. o fumo apertando as lágrimas. os olhos a tentarem humedecer. e os olhos não conseguindo. os olhos secos. pesados. o fumo pesado. e as pessoas pesadas. e a música a deslizar gargantas esófagos estômagos apertando a traqueia. e ouve-se. o final. toada trovejando prisão exterior. a liberdade. qual nota desprendendo-se como um istmo único. e a música. a música. uma recta por definição infinita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e.e.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111419154948186881?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111419154948186881/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111419154948186881' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111419154948186881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111419154948186881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/04/istmo-o-assunto-comeou-num-bar-de-jazz.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111410532410163456</id><published>2005-04-22T07:38:00.000+01:00</published><updated>2005-04-22T18:42:17.346+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;labirintório &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a fausto apetece desistir. isso já não é de agora apetecer desistir. morrer, por exemplo. o mais difícil é resistir à raiva. e encontrar forças nas partes que estão partidas.&lt;br /&gt;como encontrar a força numa fractura? num osso fissurado? como conseguir reunir os ossos espalhados pelo chão e disso fazer um esqueleto mais forte e mais eficaz?&lt;br /&gt;é difícil erguer as mãos contra o dia, em luta corpo a corpo com a vida, quando as noites são tão vividas dentro dos sonhos. é a vida que está errada, não os sonhos. fausto sonho cada vez mais, com a cabeça toda, com toda a energia da imaginação e todo o poder da lógica. sonha tanto que quando acorda olha para o dia e pensa "estou estafado disto tudo" e "não me apetece fazer nada".&lt;br /&gt;e depois vai para o labirintório. e fica entretido a misturar elementos, a mexer em godés e em aparelhos de medição. fica a misturar elementos sem razão nem objectivo apenas para ver as cores diluirem-se umas nas outras. no seu labirintório interessa-se particularmente pela passagem do ferro à ferrugem. usa para isso de um diluente chamado tempo. um diluente aparentemente fraco mas que é capaz de destruir mais a fundo que o ácido sulfúrico. é um diluente que é capaz de actuar poderosamente sobre a matéria e alterar os estados do mundo. &lt;br /&gt;a isso fausto chama "poesia", talvez erradamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rafael Dionísio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.rafael-dionisio.blogspot.com"&gt;www.rafael-dionisio.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111410532410163456?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111410532410163456/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111410532410163456' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111410532410163456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111410532410163456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/04/labirintrio-fausto-apetece-desistir.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111409846247096959</id><published>2005-04-21T16:46:00.000+01:00</published><updated>2005-04-21T16:47:42.470+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;uníssono&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o mar o bulício o pó de água o mar tudo retumbando e as tenras nuvens intercaladas até ao horizonte e as outras batidas pelo sol mais próximas e outras ainda mais densas carregando as chumbeiras dos pescadores e um novo horizonte albino e o mar e o mar o mar furioso prenhe e árido o mar e as ondas cerrando muros violentos contra ondas e ondas em contramão e mais ondas como buganvílias alagando o areal e as ondas cinzeladas a cinza e as nuvens cinzeladas a cinza e uma faixa branca entre ambas e o vociferar poderoso do mar contra as escarpas das rochas estancadas a pique as rochas e o mar e as nuvens e as ondas e o céu maior que a visão humana e as nuvens entrando no mar e as ondas avançando luminosas praia dentro e toda a memória e mundo e toda a cinza cerebral toda a cinza cerebral e toda a hibernação derrubada na praia engolida pela água e o mar e o sol e as nuvens e as ondas e a prata opaca e as rochas cristalinas penetrando os olhos e tudo tudo a reciclar barbas antigas no mar galgado a bronze e tudo de súbito impresso na memória que um tempo permanecerá cegamente até à cova final finalmente holograma do mundo guardado uníssono&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e.e.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111409846247096959?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111409846247096959/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111409846247096959' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111409846247096959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111409846247096959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/04/unssono-o-mar-o-bulcio-o-p-de-gua-o.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111399966256229131</id><published>2005-04-20T13:19:00.000+01:00</published><updated>2005-04-20T13:21:02.563+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;José&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, José?&lt;br /&gt;A festa acabou,&lt;br /&gt;a luz apagou,&lt;br /&gt;o povo sumiu,&lt;br /&gt;a noite esfriou,&lt;br /&gt;e agora, José?&lt;br /&gt;e agora, Você?&lt;br /&gt;Você que é sem nome,&lt;br /&gt;que zomba dos outros,&lt;br /&gt;Você que faz versos,&lt;br /&gt;que ama, proptesta?&lt;br /&gt;e agora, José?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está sem mulher,&lt;br /&gt;está sem discurso,&lt;br /&gt;está sem carinho,&lt;br /&gt;já não pode beber,&lt;br /&gt;já não pode fumar,&lt;br /&gt;cuspir já não pode,&lt;br /&gt;a noite esfriou,&lt;br /&gt;o dia não veio,&lt;br /&gt;o bonde não veio,&lt;br /&gt;o riso não veio,&lt;br /&gt;não veio a utopia&lt;br /&gt;e tudo acabou&lt;br /&gt;e tudo fugiu&lt;br /&gt;e tudo mofou,&lt;br /&gt;e agora, José?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, José?&lt;br /&gt;sua doce palavra,&lt;br /&gt;seu instante de febre,&lt;br /&gt;sua gula e jejum,&lt;br /&gt;sua biblioteca,&lt;br /&gt;sua lavra de ouro,&lt;br /&gt;seu terno de vidro,&lt;br /&gt;sua incoerência,&lt;br /&gt;seu ódio, - e agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a chave na mão &lt;br /&gt;quer abrir a porta,&lt;br /&gt;não existe porta;&lt;br /&gt;quer morrer no mar,&lt;br /&gt;mas o mar secou;&lt;br /&gt;quer ir para Minas,&lt;br /&gt;Minas não há mais.&lt;br /&gt;José, e agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você gritasse,&lt;br /&gt;se você gemesse,&lt;br /&gt;se você tocasse,&lt;br /&gt;a valsa vienense,&lt;br /&gt;se você dormisse,&lt;br /&gt;se você consasse,&lt;br /&gt;se você morresse....&lt;br /&gt;Mas você não morre,&lt;br /&gt;você é duro, José!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinho no escuro&lt;br /&gt;qual bicho-do-mato,&lt;br /&gt;sem teogonia,&lt;br /&gt;sem parede nua&lt;br /&gt;para se encostar,&lt;br /&gt;sem cavalo preto&lt;br /&gt;que fuja do galope,&lt;br /&gt;você marcha, José!&lt;br /&gt;José, para onde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111399966256229131?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111399966256229131/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111399966256229131' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111399966256229131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111399966256229131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/04/jos-e-agora-jos-festa-acabou-luz.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111384606976307928</id><published>2005-04-18T18:30:00.000+01:00</published><updated>2005-04-22T18:26:40.826+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;the wavemen&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.wavemen.net"&gt;www.wavemen.net&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.wavemen.net/fotky/foto6.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;lucien zell's band @ prague&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.wavemen.net/fotky/foto4.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;lyrics&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;So far, so close &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I have passed through many lives&lt;br /&gt;and of all the clouds that passed me by&lt;br /&gt;only a puddle survives...&lt;br /&gt;but the puddle reflects the skies.&lt;br /&gt;A sunset is as beautiful as a sunrise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So far, so close.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Come a little closer baby,&lt;br /&gt;leave the rest of the world behind.&lt;br /&gt;You don't need those plastic teachers&lt;br /&gt;to polish your crystal mind.&lt;br /&gt;If you're gonna follow someone,&lt;br /&gt;don't follow the blind.&lt;br /&gt;The truth is often friendly,&lt;br /&gt;but it isn't always kind.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So far, so close.&lt;br /&gt;It doesn't matter what you fake, you break, you take;&lt;br /&gt;you can't know you've been sleeping until you're awake.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If you're lost in the labyrinth, take my hand.&lt;br /&gt;What you love is more important than what you understand.&lt;br /&gt;I used to believe in God's plan,&lt;br /&gt;until I arrived at a great surprise:&lt;br /&gt;God has no plan...&lt;br /&gt;He prefers to improvise!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So far, so close.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Well, the face in the mirror &lt;br /&gt;doesn't look much like mine;&lt;br /&gt;but the grapes of wrath must be crushed&lt;br /&gt;to blossom into wine...&lt;br /&gt;more human is more divine!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So far, so close.&lt;br /&gt;It doesn't matter what you fake, you take, you break;&lt;br /&gt;you can't know you've been sleeping until you're awake.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lucien Zell&lt;/strong&gt; inside &lt;strong&gt;Wavemen&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111384606976307928?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111384606976307928/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111384606976307928' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111384606976307928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111384606976307928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/04/wavemen-www.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111384368787284278</id><published>2005-04-18T17:55:00.000+01:00</published><updated>2005-04-22T18:26:18.553+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;TARA PERDIDA &lt;/strong&gt;de Eduardo F.M.&lt;br /&gt;Teatro Taborda - Lisboa - 31 de Março a 8 de Maio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.egeac.pt/taborda"&gt;www.egeac.pt/taborda&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;EDUARDO F.M.&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasceu em 1949, vive e trabalha em Lisboa. Escola primária em Manteigas, sua terra natal. No final dos anos 70, em Lisboa, conclui, em horário pos-laboral, o 1º e 2º ciclos do antigo curso do liceu. Autocidacta na prática artística, a sua obra conta centenas de trabalhos de desenho e pintura. Expõe pela primeira vez em 1985, numa pequena mostra colectiva realizada na Galeria EMI/Valentim de Carvalho, Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só em Setembro de 2002, apresenta a sua primeira exposição individual, na Livraria Assírio e Alvim, Lisboa – antológica da sua produção dos últimos dez anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TARA PERDIDA&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um membro (perna ou braço), um tronco, uma cabeça podem funcionar isoladamente, podem querer dizer um corpo inteiro e querem certamente dizer uma força de alma qualquer que se procura reter, dominar, transformar noutra coisa. Uma cor confina com outra: um negro, um vermelho; um negro, um branco; um vermelho, um branco – e tudo o que partilham é essa fronteira onde se tocam e se cruzam, onde alternam e jogam o peso da imagem. Uma cena de confronto simétrico ou desenvolvimento rizomático (e as dimensões alongadas dos suportes são essenciais nesta discursividade em extensão e intensidade) pode querer colocar-nos no centro do mundo.&lt;br /&gt;É um mundo fechado, rodando em torno de um eixo (um olhar desvia-se, o outro enfrenta-o), um mundo desdobrando-se em personagens que se mostram e se escondem, como um tecido plissado que se pode estender (explicar-se) perdendo espessura e depois reduzir-se de novo ao seu volume inicial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Pinharanda &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra de Eduardo F.M. possui uma espontaneidade que a aproxima de alguns artistas exteriores ao surrealismo, mas que foram apreciados por este movimento pela importância que deram às associações insólitas entre as formas animais e as formas humanizadas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Luísa Soares de Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.artistasunidos.pt"&gt;www.artistasunidos.pt&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111384368787284278?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111384368787284278/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111384368787284278' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111384368787284278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111384368787284278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/04/tara-perdida-de-eduardo-f.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111376600631736430</id><published>2005-04-17T20:25:00.000+01:00</published><updated>2005-04-18T17:44:03.393+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;paz&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ceifar os pés&lt;br /&gt;bombardeá-los para uma fossa distante&lt;br /&gt;e correr até os apanhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[aseiçaneves]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;caputblog@hotmail.com&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111376600631736430?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111376600631736430/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111376600631736430' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111376600631736430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111376600631736430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/04/paz-ceifar-os-ps-bombarde-los-para-uma.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111350189555056893</id><published>2005-04-14T18:53:00.000+01:00</published><updated>2005-04-14T19:04:55.553+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Michel Foucault, choses dites, choses vues&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;teatro na culturgest. lisboa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;um espectáculo de &lt;strong&gt;Jean Jourdheuil&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Mark Lammert&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dispositivo reunindo um actor, um pintor e aquilo a que se convencionou chamar encenador, eis o ponto de partida de um trabalho formal utilizando os seguintes materiais: uma voz, um corpo, uma máquina arquitectónica, uma cor. Ao que se juntou, rapidamente, uma voz musical, a da "glass-harmónica". O texto foi elaborado a partir dos ensaios, das entrevistas, das conferências reunidas em &lt;em&gt;Dits et Écrits&lt;/em&gt; e de uma intervenção radiofónica não publicada. Michel Foucault não saberia transformar-se em cena num autor ou numa personagem de teatro. Era preciso des-teatralizar para melhor espacializar e "re-presentar", de forma necessariamente abrupta e fragmentária, os motivos do seu pensamento. "Que importa quem fala, disse alguém, que importa quem fala" disse um dia Michel Foucault, citando Beckett, numa conferência intitulada "O que é um autor?". Esta questão, assim enunciada, vale para este espectáculo. A nossa ambição ao agir assim: interromper, durante uma noite, a transformação em ícone de Michel Foucault.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jean Jourdheuil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Teatro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;22 e 23 de Abril&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;21h30 Grande Auditório&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Duração 1h00&lt;br /&gt;Falado em francês com legendas em português&lt;br /&gt;15 Euros&lt;br /&gt;Até 30 anos: 5 euros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Programação paralela&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;21 de Abril, 18h30, Pequeno Auditório&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi, Pierre Rivière, ayant égorgé ma mère, ma soeur et mon frère...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;filme de René Allio (cenógrafo, pintor, realizador) a partir de um caso estudado por M. Foucault.&lt;br /&gt;Apresentação de Jean Jourdheuil. Legendas em português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;22 de Abril, 18h30, Pequeno Auditório&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A escrita, o espaço e o corpo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;leitura encenada de textos de M. Foucault&lt;br /&gt;com Jorge Silva Melo e Manuel Wiborg (organização J. Jourdheuil)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;23 de Abril, 18h30, Pequeno Auditório&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Debate sobre este espectáculo e a actualidade do pensamento de Foucault&lt;br /&gt;com Philippe Artières (director do Centre Foucault), José Bragança de Miranda e J. Jourdheuil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.culturgest.pt/actual/michel_foucault.html"&gt;http://www.culturgest.pt/actual/michel_foucault.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111350189555056893?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111350189555056893/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111350189555056893' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111350189555056893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111350189555056893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/04/michel-foucault-choses-dites-choses.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111323659331386792</id><published>2005-04-11T17:22:00.000+01:00</published><updated>2005-04-11T17:23:13.316+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;família&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como te falar dos nossos silêncios dissonantes? como te falar. como. explicar-to. explicar-me. como.&lt;br /&gt;primeiro apetece-me bufar-te. bufar-te. bufar-te que me empapa esse teu cristianismo. esse teu cristianismo feliz. sedimentado. sedimentado em milénios. sabes? encharcou. encharcou-se. impregnou-se devagarinho. devagarinho. sabes? apetece-me esfolá-lo. esfacelar a pele até que tudo minguasse numa sarjeta qualquer. ser-te sincero. ser-te sincero. e para isso preciso de o eliminar. eliminar. mas há esta infusão de racionalidade a que chamo. por agora. o impossível. talvez não só por agora mas por. para. durante. sempre. a impossível tarefa de esfarelar este nosso cristianismo da minha pele.&lt;br /&gt;como escrevi: foram todos esses milénios de encrostação e ainda o meu nascimento. a infância. e o dia a dia ladeado de imposições. imposições semelhantes. semelhantes à educação que me ofereceste. a educação de arquitectar uma boa cofragem de personalidade. um molde apreendido ao longo de gerações. um molde certinho cujo desejo era regurgitar uma viga sem vícios. mas já percebeste. não é? sou um animal ácido de propriedade. ácido. e tenciono permanecer assim. assim. com várias vontades e uma fixação: esfolar. esfacelar. esfarelar. este cristianismo da minha pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e.e.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111323659331386792?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111323659331386792/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111323659331386792' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111323659331386792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111323659331386792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/04/famlia-como-te-falar-dos-nossos.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111307032462038802</id><published>2005-04-09T19:07:00.000+01:00</published><updated>2005-04-09T19:12:04.620+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;inércia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;orgasmo andar em contra-sentido. sentir as pessoas como alfinetes enfiando-se no meu peito e na minha cara. são 19:23. as membranas dilatam-se. entro no metro. orgasmo andar em contra-sentido. numa postura física oposta. uma contra-inércia. pensar na lei de velocidades de galileu e atravancá-la de pés e de massa orgânica negativa. caminhar no sentido do movimento da carruagem sabendo que isso me vai custar muito mais. sair do cordão umbilical que transporta toda a gente e deslocar-me numa escada rolante cujos degraus se atiram contra mim e trepá-la ferozmente e gritar vou subir esta treta toda em contra-sentido vou vou vou e subir tudo com as pernas a engrenarem-se e as canelas cortando-se nas lâminas metálicas dos frios degraus e subir subir subir até que os gémeos doam e não se possa mais de tanto esforço e trincar a língua. rebentar-lhe a pele. e correr correr correr correr correr correr correr correr correr correr correr correr correr correr correr correr correr correr correr correr correr correr correr correr correr correr correr correr correr correr&lt;br /&gt;rer rer rer rer rer rer rer rer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e.e.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111307032462038802?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111307032462038802/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111307032462038802' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111307032462038802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111307032462038802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/04/inrcia-orgasmo-andar-em-contra-sentido.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111158414630786764</id><published>2005-03-23T13:16:00.000Z</published><updated>2005-03-23T13:22:26.310Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Especulações Críticas Sobre Cinco Momentos da Música do Século XX&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;strong&gt;António Pinho Vargas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Partindo de uma temática particular em cada um dos cinco momentos estas especulações críticas levantam hipóteses novas ou mesmo heterodoxas sobre a música do século XX.&lt;br /&gt;Face às narrativas artísticas e ideológicas auto-construídas procura-se levantar alguns véus e propôr visões alternativas em relação aos discursos habituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;António Pinho Vargas&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.antoniopinhovargas.com"&gt;www.antoniopinhovargas.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Schoenberg-Stravinsky-Adorno-Webern: uma constelação psicológica complexa.&lt;br /&gt;Análise das múltiplas relações entre os três compositores e o filósofo da nova música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Culturgest&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.culturgest.pt"&gt;www.culturgest.pt&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conferências . 30 de Março . 18h30. Pequeno Auditório&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Entrada Gratuita&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Levantamento de senha de acesso, 30 minutos antes do início da sessão,&lt;br /&gt;no limite dos lugares disponíveis&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111158414630786764?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111158414630786764/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111158414630786764' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111158414630786764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111158414630786764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/03/especulaes-crticas-sobre-cinco.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111151954013529131</id><published>2005-03-22T19:14:00.000Z</published><updated>2005-03-23T13:37:59.490Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Comunicação e Poesia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;por &lt;strong&gt;Álvaro Seiça Neves&lt;/strong&gt; [Junho 2004]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Como nomear a fabulosa árvore sem morte sobre a qual, pássaros sonâmbulos, acordamos perpetuamente em atraso e adormecemos apressadamente em avanço?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo Lourenço in &lt;em&gt;Tempo e Poesia &lt;/em&gt;1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;strong&gt;Introdução&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É objectivo deste ensaio proporcionar uma análise entre comunicação e poesia nos dias que correm. Estabelecer, tanto quanto possível, uma aproximação ao tema da Comunicação na sociedade actual e, posteriormente, propor a palavra poética como veículo de Comunicação supremo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. &lt;strong&gt;Comunicação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o advento, na última década, de uma série de novos meios de comunicação artificiais, o meio social sofreu tremendas alterações. Nasceu uma nova era, consubstanciada em produtos de grande difusão – &lt;em&gt;internet&lt;/em&gt;, telemóvel, e outros derivados electrónicos.&lt;br /&gt;De facto, &lt;em&gt;a revolução electrónica&lt;/em&gt; que muitos escritores anteviram há mais de quarenta anos, como William S. Borroughs, Aldous Huxley, George Orwell, entre outros, chegou, em parte. A erupção de uma rede espalhada por todo o mundo e em todo o lado – a &lt;em&gt;internet&lt;/em&gt; – possibilitou um maior e mais rápido acesso a um infindável conjunto de serviços. Especializados ou não, estes serviços constituem muito do nosso quotidiano. Não só a &lt;em&gt;web&lt;/em&gt; mas, também, outros tipo de redes cibernéticas e malhas ópticas, corromperam, em certa medida, a forma de mediação do ser humano com os objectos em volta e consigo mesmo. Proliferam os sistemas de Multibanco, a televisão por cabo e tantas significações de conteúdo expansivo. Certo será dizer que a quantidade de informação com que nos debatemos é, sem dúvida, angustiante. Isto porque o Homem se vê cada vez mais compelido a se fragmentar em tanta vertigem de apelos, visuais e intelectuais, e, paralelamente, benéficos ou não. A quantidade de informação e alta velocidade a que fomos sujeitos não significa, contudo, qualidade. E, surpreendentemente, ou talvez não, a quantidade desqualificou o nosso &lt;em&gt;habitat&lt;/em&gt;. Informação e comunicação, crescendo exponencialmente, significam tão-só a diminuição de si próprias. A matéria com que nos debatemos é sensível. Porém, não podemos deixar de expressar a reflexão constante a que nos obriga este fenómeno.&lt;br /&gt;Vivendo numa sociedade de informação, o Homem vê-se perante a inviabilidade de escolher. Ou melhor, a liberdade &lt;em&gt;aparente&lt;/em&gt; com que se confronta é substituída pela &lt;em&gt;concreta&lt;/em&gt; prisão em que se vê mergulhado. Sociedade de desinformação, diríamos. Todos os meios a que tem acesso estão, desde logo, direccionados para um pré-visionamento concebido. A liberdade concedida é controlada e previamente seleccionada por um &lt;em&gt;Maestro&lt;/em&gt; que nos mostra aquilo que Ele quer mostrar. Passa-se isto na televisão, na programação proposta aos telespectadores, nos noticiários (quando a câmara x regista o momento y em vez do momento z),... . O alcance do noticiário em directo desvirtua o olhar humano, ou antes, torna virtual um mundo tido como real. Daí para a navegação num &lt;em&gt;tempo&lt;/em&gt; concebido totalmente em fundamentos paralelos – virtuais – resulta que se apressa o passo e se descortina o &lt;em&gt;espaço&lt;/em&gt; relativo em que parece existir a imensidão cibernética. Levanta-se, portanto, a questão dos limites – os limites e as fronteiras. Mas neste caso, não nos suscita o tema tanta preocupação. O que importa reter é o excepcional condicionamento em que estamos inseridos, apesar da euforia reinante.&lt;br /&gt;Mas, se queremos tratar de comunicação, teremos que averiguar outras variáveis. Edward T. Hall, no ensaio &lt;em&gt;A Dimensão Oculta&lt;/em&gt;, estabelece relação entre Cultura e Comunicação. O espaço social e pessoal e a percepção pelo homem destes dois elementos levou à formulação de um termo – &lt;em&gt;proxémia&lt;/em&gt;. Define o autor: "neologismo que criei para designar o conjunto das observações e teorias referentes ao uso que o homem faz do espaço enquanto produto cultural específico."2. A comunicação, que surge como fundamento, justificação ou suporte da cultura e da própria vida, deriva numa força resultante de vários factores. O que é interessante retirar das suas análises, neste contexto, dado que a partir das &lt;em&gt;investigações proxémicas&lt;/em&gt; chegou à conclusão que "indivíduos que pertencem a culturas diferentes, &lt;em&gt;habitam mundos sensoriais diferentes&lt;/em&gt;"3, é o seguinte: "a própria percepção que o homem possui do meio circundante é programada pela língua que fala, exactamente como um computador."4. Deste postulado retiramos a noção de um homem preso ao seu organismo, preso ao seu aparelho vocal e dominando um espaço não visível que se afigura como uma limitação, a nível linguístico e a nível comunicativo. Discorramos sobre a nomeação das coisas, a linguagem e a auto-reflexividade latente, a interrogação necessária para questionar o estado inicial das coisas, e teremos a linha programática de Alberto Caeiro.&lt;br /&gt;Estamos perante uma conjuntura que nos transporta para o imediato, para o controlo do indivíduo, para um sistema de comunicação, consequentemente, em ruína. O telemóvel iniciou, com maior frequência, uma deficiência que parecia oculta, ou menos explícita. O ser humano passou a falar, a falar em todo o lado, a toda a hora, para qualquer local, independentemente da distância e da margem geográfica. Inventara-se a telefonia. Sim, uma revolução indiscutível. Mas a portabilidade deste meio, a &lt;em&gt;internet&lt;/em&gt;, as mensagens via &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt;, os &lt;em&gt;chats&lt;/em&gt; e os &lt;em&gt;fóruns&lt;/em&gt; de discussão, a "produção e transferência de mensagens"5 – no dizer de Gérard Leclerc – que se acelerou vertiginosamente, alterou de modo significativo a percepção da comunicação. O ser humano passou a falar, a falar incessantemente. Mas terá, porventura, passado a comunicar? Parece-nos que a resposta é soberanamente negativa. O ser humano encontra-se mais ausente, mais vazio, falando de tudo, mas sem nada para falar, acorrentado a um imaginário esgotado e empurrado para as grades da segregação social se assim não o fizer – se não falar, se não falar, se não falar interminavelmente... se não participar activamente no corrupio de nulidade total.&lt;br /&gt;Assistimos a um crescente número de &lt;em&gt;veículos&lt;/em&gt; com a finalidade de comunicação, quando, fruto do seu &lt;em&gt;modus operandi&lt;/em&gt;, se revelam, eles mesmos, &lt;em&gt;objectos&lt;/em&gt; de incomunicação.&lt;br /&gt;Como é sabido, a incomunicação não é uma doença nem do final do séc. XX, nem de todo o séc. XX, nem de algum tempo ou lugar – é de sempre e de todo o lado. A realidade portuguesa não escapa entre as tenazes garras deste abismo incolor. Pactua, como todas as outras, onde a linguagem sonora ou silenciosa seja mediação. &lt;em&gt;A Metamorfose&lt;/em&gt;, de Franz Kafka, símbolo desse vazio, dessa barreira entre os seres, sentido de universos distintos, demonstra fortemente a possibilidade desse constrangimento.&lt;br /&gt;Passemos, pois, à relação entre Comunicação e Poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. &lt;strong&gt;Poesia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A palavra poética – sempre no limiar de si mesma – nos subtrai à dissolução, abrindo-nos de chofre as cem portas do Instante, nossa pátria ilimitada e natural.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo Lourenço in &lt;em&gt;Tempo e Poesia &lt;/em&gt;6.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Franz Boas, Edward Sapir e Leonard Bloomfield estudaram as diferenças dos sistemas linguísticos – o indo-europeu, os índios da América e os esquimós –, perceberam a independência de cada sistema. Cada família linguística mostrava-se como um "sistema fechado com as suas próprias leis"7 – "O linguista devia, por conseguinte, evitar cuidadosamente projectar as regras implícitas da sua própria língua na língua estudada."8. Tentando efectuar um paralelismo com a Literatura e a sua Crítica, percebemos a pertinência da questão.&lt;br /&gt;A Literatura tem o seu cânone estabelecido e remodelado ao longo dos anos. Quando algo não classificável aparece, a posição é, habitualmente, de exclusão ou integração moderada. O sistema literário constitui-se como um todo e não como uma frase gigante de sintagmas. O retalho, apesar de aliciante, não deveria ser apetecido. Não enquanto marginalização, enquanto rejeição pseudo-ponderada que elimine tudo o que não se ajuste ao anteriormente conhecido. O limite da Literatura é ela não ter limite. A fronteira, enquanto gaveta, proporciona o erro. É necessário, portanto, furar a &lt;em&gt;Muralha de Tróia&lt;/em&gt; dos géneros e modos da Literatura e, mais especificamente, da poesia.&lt;br /&gt;A Crítica, quando em presença de uma nova forma de arte – quer seja na música, nas artes plásticas, na dança ou na literatura –, deve evitar cair na tentação de projectar as regras das suas estruturas nas regras das estruturas estudadas. Queremos com isto explicitar o seguinte: o crítico deve, como o linguista, em certo sentido, quebrar as regras de estudo e análise anteriormente aplicadas para se lançar na criação de novas regras, procurando-as na estrutura do Texto desconhecido. Se a função do crítico, no âmbito da literatura, é tornar explícito aquilo que está implícito (segundo Harold Bloom), pressupõe-se que tente vislumbrar o implícito do novo texto em cada texto, procurando não recusar imediatamente mas sim compreender o processo do &lt;em&gt;fazer&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Após esta digressão, convém centrarmo-nos no tema: Poesia. "Que linguagem pode servir à nomeação da realidade que somos senão aquela que por antonomásia já nos é devolvida como suprema &lt;em&gt;Criação&lt;/em&gt;?" – pergunta Eduardo Lourenço. E a concentração da resposta concede-nos uma linha de acepção fulcral para o ensaio a que nos propomos – "É &lt;em&gt;poeticamente&lt;/em&gt; que habitamos o mundo ou &lt;em&gt;não o habitamos&lt;/em&gt;."9. A comunicação será uma apropriação do sentido da palavra, servida pela linguagem, e confrontada com a necessidade de uma distância de liberdade coerente. No âmago do &lt;em&gt;estar&lt;/em&gt;, quer nos parecer sensato pensar num &lt;em&gt;ambiente&lt;/em&gt; predominantemente poético, no espaço entreaberto da comunicação. "De um mundo submetido à divisão e à morte a palavra poética faz uma esfera que se reenvia de cada ponto o prodígio simultâneo das suas cintilações"10, acrescentamos, parafraseando Lourenço. Reforçamos a intenção de &lt;em&gt;ver&lt;/em&gt; na palavra poética o acto &lt;em&gt;etéreo&lt;/em&gt; de comunicação, de alheamento e expansão sensorial – "Só a palavra poética é libertação do mundo."11.&lt;br /&gt;Confronte-se o primeiro capítulo – onde referenciámos as diferentes tipologias de vazio contemporâneo, decorrentes dos meios tecnológicos e da fabricação individual de uma consciência de &lt;em&gt;massas&lt;/em&gt; – com o seu motivo expresso de compreender o fenómeno de incomunicação existente e com a expressão de Lourenço – "mastigação discursiva do mundo"12 – e combinaremos a súmula dos nossos propósitos. Confronte-se ainda: "O discurso do mundo não se encontra apenas corrigido ou voltado ao avesso. Encontra-se suspenso e ao mesmo tempo em estado de suprema aceleração."13. Inquietante, já que nos assimila de forma devoradora e acelerada.&lt;br /&gt;O aprisionamento ao sistema comunicativo tornado homogéneo dispara em direcção a cada indivíduo – "Na mais idealista das filosofias nós continuamos ainda prisioneiros do mundo. E tanto mais prisioneiros quanto maior é a convicção de estarmos libertos."14, refere Lourenço.&lt;br /&gt;Tencionámos, ao aproximar o carácter da Poesia do da Comunicação, reagir contra este influxo de nevralgia adormecida em que vive a sociedade. Neste momento frágil de glaciação ardente, o intuito não é definir a Poesia contemporânea, é sim estabelecer a ponte desejável entre a Poesia e a comunicação que deve desempenhar, como aproximação de uma solução possível. Segundo Lourenço, "(...) a poesia suscita em todos os homens, nem que seja uma só vez na vida, um começo de metamorfose semelhante à do autêntico amor (...)"15. É esta metamorfose, o acordar de uma apatia instalada, que nos empolga. Defendemos a Poesia como comunicação, a Poesia como escadaria da compreensão humana. Defendemos, não de modo romântico mas sim comunicativo, a Poesia como &lt;em&gt;voz &lt;/em&gt;aguda da (in)consciente elevação do ser. Pretende-se a acção, a ebulição face ao crepitar do conhecimento. Assim, "De inofensiva, a poesia converte-se na mais suspeita das manifestações humanas, na mais perigosa de todas as criações."16.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Anexos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Notas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – Eduardo Lourenço in &lt;em&gt;Tempo e Poesia&lt;/em&gt;, p.34.&lt;br /&gt;2 – Edward T. Hall in &lt;em&gt;A Dimensão Oculta&lt;/em&gt;, p.11.&lt;br /&gt;3 – Ibidem, p.13.&lt;br /&gt;4 – Ib., p.12.&lt;br /&gt;5 – Gérard Leclerc in &lt;em&gt;A Sociedade da Comunicação: Uma Abordagem Sociológica e Crítica&lt;/em&gt;, p.10.&lt;br /&gt;6 – Eduardo Lourenço, op. cit., p.36.&lt;br /&gt;7 – Edward T. Hall, op. cit., p.11.&lt;br /&gt;8 – Idem, idem.&lt;br /&gt;9 – Eduardo Lourenço, op. cit., p.35.&lt;br /&gt;10 – Ibidem, p.36.&lt;br /&gt;11 – Ib., p.38.&lt;br /&gt;12 – Idem, idem.&lt;br /&gt;13 – Id., id..&lt;br /&gt;14 – Id., id..&lt;br /&gt;15 – Id., p. 40.&lt;br /&gt;16 – Id., id..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Bibliografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.1. Activa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HALL, Edward T. – &lt;em&gt;A Dimensão Oculta&lt;/em&gt;, Relógio D’ Água, Lisboa, 1986.&lt;br /&gt;LECLERC, Gérard – &lt;em&gt;A Sociedade da Comunicação: Uma Abordagem Sociológica e Crítica&lt;/em&gt;, Instituto Piaget, Lisboa, 2000.&lt;br /&gt;LOURENÇO, Eduardo – &lt;em&gt;Tempo e Poesia&lt;/em&gt;, Gradiva, Lisboa, 2003.&lt;br /&gt;SÁÀGUA, João – &lt;em&gt;Lógica, Linguagem e Comunicação&lt;/em&gt;, Colibri, 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.2. Carácter Geral&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RUBIM, Gustavo – &lt;em&gt;Arte de Sublinhar&lt;/em&gt;, Angelus Novus, Coimbra, 2003.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111151954013529131?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111151954013529131/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111151954013529131' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111151954013529131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111151954013529131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/03/comunicao-e-poesia-por-lvaro-seia.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111142959274292451</id><published>2005-03-21T18:25:00.000Z</published><updated>2005-03-21T18:26:32.743Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>inércia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hoje é dia de contra-sentidar tudo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111142959274292451?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111142959274292451/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111142959274292451' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111142959274292451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111142959274292451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/03/inrcia-hoje-dia-de-contra-sentidar.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111108658452142855</id><published>2005-03-17T18:52:00.000Z</published><updated>2005-03-23T13:41:45.196Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Philip Lamantia&lt;/strong&gt; -- &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;S.F. Surrealist poet&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;Visionary verse of literary prodigy influenced Beats&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;by &lt;strong&gt;Jesse Hamlin&lt;/strong&gt;, Chronicle Staff Writer, &lt;em&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;San&lt;/span&gt; Francisco Chronicle&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Friday, March 11, 2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Philip Lamantia, the blazing San Francisco poet whose embrace of Surrealism and the free flow of the imagination had a major influence on the Beats and many other American poets, died Monday of heart failure at his North Beach apartment. He was 77.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A San Francisco native born to Sicilian immigrants, Mr. Lamantia was a widely read, largely self-taught literary prodigy whose visionary poems -- ecstatic, terror-filled, erotic -- explored the subconscious world of dreams and linked it to the experience of daily life.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Philip was a visionary like Blake, and he really saw the whole world in a grain of sand,'' said poet Lawrence Ferlinghetti, whose City Lights Books published four of Mr. Lamantia's nine books from 1967 to 1997.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"He was the primary transmitter of French Surrealist poetry in this country,'' said Ferlinghetti, who first met Mr. Lamantia here in the early 1950s. "He was writing stream-of-consciousness Surrealist poetry, and he had a huge influence on Allen Ginsberg. Before that, Ginsberg was writing rather conventional poetry. It was Philip who turned him on to Surrealist writing. Then Ginsberg wrote 'Howl.' "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;That epochal poem made Ginsberg's name and set off a revolution in American poetry and culture. Ginsberg first read it aloud at San Francisco's Six Gallery on Oct. 13, 1955. The other four poets on the bill that night were Gary Snyder, Michael McClure, Philip Whalen and Mr. Lamantia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rather than reading his own works -- his first book, "Erotic Poems,'' had been published in 1946 -- Mr. Lamantia read the prose poems of his friend John Hoffman, who had recently died in Mexico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Philip was one of the most beautiful poets I've ever known. He was a poet of the imagination,'' said McClure, who lives in Oakland. "He was highly original -- I'd call his poetry hyper-personal visionary Surrealism -- and he was thrilling to be around. Everybody would sit around and listen to him all night. The flow of his imagination was a beautiful thing. ''&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A man of ecstatic highs and deep, deep lows, Mr. Lamantia suffered from depression, friends said, and had become a recluse in recent years, rarely leaving home.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But in his younger days, he was a dashing figure who conversed brilliantly on a wide range of subjects. An omnivorous reader, he delved into astronomy, philosophy, history, jazz, painting, ornithology, Egyptology and many other subjects that informed his expansive vision.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"He was very handsome, like a real Adonis,'' Ferlinghetti said. "He was a brilliant talker, a nonstop associative talker like Robert Duncan (the late San Francisco poet with whom Mr. Lamantia was associated on the pre-Beat San Francisco poetry scene of the late 1940s and early '50s). "He would talk in a continuous stream. One word would set him off in one direction, and another word would get him on another trip. He was a real polymath. And he had an encyclopedic memory.''&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Born in San Francisco's Excelsior District, Mr. Lamantia worked as a boy in the old produce market on the Embarcadero, where his Sicilian-born father was a produce broker. He began writing poetry in elementary school and fell under the spell of Surrealism after seeing the paintings of Miro and Dali at the old San Francisco Museum of Art on Van Ness Avenue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;He started reading the poetry of Andre Breton, the so-called pope of Surrealism, and other writers in the movement. In 1943, when he was 15, some of Mr. Lamantia's poems were published in View, a Surrealist-leaning New York magazine. Breton gave the young poet his blessings, describing him as "a voice that rises once in a hundred years.''&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Some months later, Mr. Lamantia dropped out of Balboa High School and moved to New York City, where he lived for several years. He associated with Breton and other exiled European artists such as Max Ernst and Yves Tanguy, and he worked as an assistant editor of View.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Returning to San Francisco after World War II, Mr. Lamantia took courses at UC Berkeley in medieval studies, English poetry and other subjects while continuing to write and publish poetry. In 1949, he began traveling the world, staying for extended periods in Mexico, Morocco and Europe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coming back to the United States every few years, Mr. Lamantia became part of the underground culture blossoming on the east and west coasts. Like other poets who felt estranged from mainstream culture in the atomic age, "he found in the narcotic night world a kind of modern counterpart to the gothic castle -- a zone of peril to be symbolically or existentially crossed,'' wrote Nancy Peters, who later married Mr. Lamantia in 1978 and edited some of his books for City Lights. "The apocalyptic voice of 'Destroyed Works' is witness to that experience.''&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Published in '62 by Auerhahn Press, "Destroyed Works'' was Mr. Lamantia's fourth book. The San Francisco house had also published the poet's two previous collections, "Narcotica'' and "Ekstasis,'' both in 1959.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ever searching to expand his vision, Mr. Lamantia spent time with native peoples in the United States and Mexico in the '50s, participating in the peyote-eating rituals of the Washoe Indians of Nevada. The poet, who taught for a time at San Francisco State and the San Francisco Art Institute, also embraced Catholicism. In later years he attended the Shrine of St. Francis in North Beach.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"He had a vision of the world that was completely unique,'' said Peters, who later separated from Mr. Lamantia, but they remained good friends. She edited three of his books for City Lights, "Becoming Visible" (1981), "Meadowlark West" (1986) and "Bed of Sphinxes: New and Selected Poems, 1943- 1993.''&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andrei Codrescu, a poet and NPR commentator who knew Mr. Lamantia well, called him "one of the great voices of our subconscious for the last 50 years.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"He was a very pure poet in the sense that he was one of the very few American poets who continued to pursue the Surrealist investigation of dreams and the unconscious -- and he connected those explorations to civic American life.''&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A memorial is pending.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Philip Lamantia (1927-2005)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.citylights.com"&gt;www.citylights.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...............................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver artigo de &lt;strong&gt;Jack Foley&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;Riding the Marvelous&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;acerca de Philip Lamantia, in &lt;em&gt;Poetry Flash&lt;/em&gt;, Number 282&lt;br /&gt;August September 1999&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.poetryflash.org/archive.282.foley.html"&gt;www.poetryflash.org/archive.282.foley.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111108658452142855?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111108658452142855/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111108658452142855' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111108658452142855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111108658452142855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/03/philip-lamantia-s.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111097016231251262</id><published>2005-03-16T10:42:00.000Z</published><updated>2005-03-21T18:20:54.470Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Sartre&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;Beauvoir&lt;/strong&gt;. retratos cruzados. &lt;strong&gt;Gulbenkian&lt;/strong&gt;. 2 março 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"a liberdade é essa capacidade de estar rodeado de nada [vazio] e afirmar o ser" (Eduardo Lourenço)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"não somos seres livres, somos a liberdade, ela mesma"&lt;br /&gt;("foi esta a lição de Sartre", segundo E. Lourenço, "que incendiou o mundo")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sartre, no documentário, parafraseando Lutero: "«todos os homens são profetas»" - também era pouco protestante este gajo!...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111097016231251262?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111097016231251262/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111097016231251262' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111097016231251262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111097016231251262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/03/sartre.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-111030100122433427</id><published>2005-03-08T16:53:00.000Z</published><updated>2005-03-09T15:01:13.816Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;El peso de los versos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A veces los versos pesan&lt;br /&gt;como cruces de hierro&lt;br /&gt;colgadas del cuello de los días.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos arrastran con ellos a hondonadas&lt;br /&gt;donde sirenas asesinas&lt;br /&gt;duermen sus sueños sonrosados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A veces los versos&lt;br /&gt;se disfrazan de silicios&lt;br /&gt;en un delirio súbito&lt;br /&gt;de castigos y voces de negrura&lt;br /&gt;Entonces son pequeños animales&lt;br /&gt;que muerden la costura de los sueños&lt;br /&gt;y despeñan en medio de la noche&lt;br /&gt;las tenues luces&lt;br /&gt;de la luna de adentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A veces los versos son demonios&lt;br /&gt;que arañan,crujen gruñen&lt;br /&gt;en los campos lejanos y ateridos&lt;br /&gt;en los esteros llenos de cadáveres&lt;br /&gt;en las vaguadas solitarias&lt;br /&gt;que derrumban los cerros&lt;br /&gt;y las fibras del alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahora&lt;br /&gt;el día cierra filas&lt;br /&gt;entre añiles y lejanos pájaros&lt;br /&gt;que durante la noche&lt;br /&gt;beberán poemas negros,&lt;br /&gt;gotas de lluvias&lt;br /&gt;y caídas estrellas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© &lt;strong&gt;Gocho Bersolari&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://english.agonia.net/index.php/author/9810/"&gt;http://english.agonia.net/index.php/author/9810/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.criscarbone.com.ar/poetas_amigosgocho.htm"&gt;http://www.criscarbone.com.ar/poetas_amigosgocho.htm&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-111030100122433427?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/111030100122433427/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=111030100122433427' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111030100122433427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/111030100122433427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/03/el-peso-de-los-versos-veces-los-versos.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-110995463914480868</id><published>2005-03-04T16:41:00.000Z</published><updated>2005-03-09T14:51:05.106Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Festival Peças Frescas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;novos compositores portugueses&lt;br /&gt;composições dos alunos da Escola Superior de Música de Lisboa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pedro Sousa&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;Terra dos Sons&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;dia 7 de Março pelas 18:30&lt;br /&gt;Jardim de Inverno do Teatro S. Luiz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.egeac.pt"&gt;www.egeac.pt&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-110995463914480868?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/110995463914480868/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=110995463914480868' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110995463914480868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110995463914480868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/03/festival-peas-frescas-novos.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-110977859786149076</id><published>2005-03-02T15:44:00.000Z</published><updated>2005-03-09T14:51:43.223Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;SERAPHINE LOUIS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;strong&gt;Manuel Lozano&lt;/strong&gt; (Argentina)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Una mujer de este mundo, Wilhelm Uhde, descubrió un buen día incontenible que su criada Seraphine Louis (1864-1942), pintaba cuadros admirables sin haber tenido maestros o estudios previos. El hecho es mucho menos importante que lo que Uhde dejó escrito para el porvenir: "(...) Una obra grandiosa que ignora sus sublimes predecesores y por lo tanto no puede citarlos como testigos: los rosetones de las catedrales medievales y las tapicerías góticas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seraphine entraba, al pintar, en prolongados éxtasis. Sus dibujos suelen mostrarnos junglas exaltadas en que ninguna piedad es posible, cielos como pozos y elevados infiernos. Acaso como cuadra a toda criatura que atraviesa el relámpago -ut pictura poesis-, entró en la demencia doce años antes de su muerte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voy a escribir una hoja inclinándose al árbol final que la rechaza,&lt;br /&gt;a estas hordas de luto que el enigma no puede medir.&lt;br /&gt;Escribiré en su corteza como quien canta&lt;br /&gt;un ensalmo abandonado a la pavura de la sangre.&lt;br /&gt;Estás aquí con tu frío y no hay luz para partir,&lt;br /&gt;no habrá luz de despedidas.&lt;br /&gt;Es en la orilla de las grandes ciudades&lt;br /&gt;donde se enreda, de bruces, la áspera mujer,&lt;br /&gt;cuando entras a la casa de la transformación.&lt;br /&gt;¿Y adónde aquellos dones para volver&lt;br /&gt;en oro todo cuanto rozan esos dedos?&lt;br /&gt;¿Dónde la que cavó el vacío llena de tristeza&lt;br /&gt;graznando como un pato en bordes de laguna?&lt;br /&gt;¿Y adónde la engreída con el fruto madurado antes de tiempo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nadie me reconciliaba con su estirpe de viejos.&lt;br /&gt;El árbol subía polvoriento desde el fondo del agua&lt;br /&gt;a hablar el idioma de las ruinas,&lt;br /&gt;la palidez de una dádiva.&lt;br /&gt;¿Quién dirá que llueve contra estos postigos?&lt;br /&gt;Pero el agua no comunica, el agua arrastra.&lt;br /&gt;Entonces, se aliaban los colores&lt;br /&gt;en el subsuelo ardido que apenas conoces&lt;br /&gt;como una telaraña extraída de la pesadilla&lt;br /&gt;temblando aún entre los dedos.&lt;br /&gt;Todos estaban presentes.&lt;br /&gt;Las lenguas con ojos saltaron de sus bocas a la vista de todos,&lt;br /&gt;como pequeños cofres inútiles&lt;br /&gt;que no será preciso entonces abrir&lt;br /&gt;porque el día ha llegado.&lt;br /&gt;Son pocos los que corren al furioso ayer&lt;br /&gt;donde los siglos cantan la ceniza, no el prodigio.&lt;br /&gt;Desangrado castillo y sanguinaria luz&lt;br /&gt;disputándose los rostros&lt;br /&gt;que jamás se encontrarán bajo la forma del cielo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¿De dónde este racimo de presentimientos&lt;br /&gt;engendrando nuevamente al árbol primero&lt;br /&gt;plasmado siempre en el fuego de la pesadilla?&lt;br /&gt;Cada dios en su palacio,&lt;br /&gt;cada leproso en el coliseo de su desesperación,&lt;br /&gt;cada maniática puerta sin abrir,&lt;br /&gt;cada bestia heráldica perdida en la memoria del alba de los muertos,&lt;br /&gt;vienen a mí con su fábula.&lt;br /&gt;¿Y nadie nos arrebató el enigma,&lt;br /&gt;nadie encontró el centro del azar, la fatua carne del triunfo?&lt;br /&gt;Para que existas,&lt;br /&gt;debió desvanecerse el viento hasta donde&lt;br /&gt;no alcanza el barro y su historia&lt;br /&gt;con torpes caravanas&lt;br /&gt;la repartición de la herencia.&lt;br /&gt;De ti se nutre el ignoto pájaro desmembrado&lt;br /&gt;prolongando el trino&lt;br /&gt;con los fulgores del desquicio adverso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hay horror en los ojos mientras nazco,&lt;br /&gt;sucesión de padres de ignominia,&lt;br /&gt;cadáveres del estigma de las llagas&lt;br /&gt;abandonándose para siempre a la soledad de las aldeas.&lt;br /&gt;Dicen que Elohim los bendijo, señalándoles:&lt;br /&gt;"Que sirvan de signos para las épocas&lt;br /&gt;y para los días y los años."&lt;br /&gt;De la tierra firme surgían los rampantes.&lt;br /&gt;Las lluvias se abrían al vuelo de langostas.&lt;br /&gt;Hágase la tiniebla&lt;br /&gt;y fue hecha la tiniebla en todo su esplendor.&lt;br /&gt;Porque acaso, ¿no hubo un tiempo&lt;br /&gt;en que el mundo entero no era sino tinieblas&lt;br /&gt;y agua hasta donde el principio?&lt;br /&gt;Que haga luz y hubo luz.&lt;br /&gt;(La cuna de escarchas reluce todavía en la mirada.)&lt;br /&gt;Porque acaso, ¿no manó la luz exhuberante&lt;br /&gt;entre las brumas espesas del infierno?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;He construido mi casa con brotes de murciélago.&lt;br /&gt;El pudridero crecía, se abismaba&lt;br /&gt;mostrando que no es cierto nada aquí:&lt;br /&gt;alma de hombre comida por el hombre.&lt;br /&gt;¡La dicha del hogar!&lt;br /&gt;¡Las farsas del hormiguero de hijos&lt;br /&gt;inflamando las camas con su hedor espantoso!&lt;br /&gt;Tan baldío el almizcle, sin fin el estuche&lt;br /&gt;como una fosa labrada de vestigios.&lt;br /&gt;¿Quién era Dios? ¿Quién me suicida?&lt;br /&gt;El niño monstruo corre por mi raza.&lt;br /&gt;La claridad hace cruces en el aire.&lt;br /&gt;Entonces, llega y sucumbe al designio de subir&lt;br /&gt;en espirales sobre los antiguos reinos.&lt;br /&gt;¿Se abrirían las plegarias?&lt;br /&gt;¿Las llagas saltarían sobre la miseria&lt;br /&gt;y la complicidad de los reos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamás el mundo será tan indecible.&lt;br /&gt;(El gesto del que arroja las migas,&lt;br /&gt;de una vieja arañando en el agua de la fuente,&lt;br /&gt;de otra vieja limpiando el nicho de sus padres:&lt;br /&gt;todas traiciones en los huesos sucios de la memoria.)&lt;br /&gt;La desposada con el delirio&lt;br /&gt;vuela suntuosa sobre el túnel del engaño.&lt;br /&gt;Salpica a cada instante, remontando sus alas&lt;br /&gt;como un modo de advertir a los vivos y a los muertos&lt;br /&gt;el dibujo aprisionado,&lt;br /&gt;el secreto esplendor de la mano que dibuja&lt;br /&gt;manando sangre en las paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahora las raíces sojuzgan el templo.&lt;br /&gt;¿Qué fábula desgasta el paso de estas migraciones?&lt;br /&gt;Los instrumentos del caos no pueden descifrarse.&lt;br /&gt;Anterior al porvenir,&lt;br /&gt;siempre habrá una condenada lavando el patio de su sombra.&lt;br /&gt;Pero en el caleidoscopio medirían sus huellas&lt;br /&gt;con el vino sagrado de las pequeñas magias&lt;br /&gt;hasta el fin implacable que no llega.&lt;br /&gt;Caeré adormecida.&lt;br /&gt;Sin fe ni salvación, las moscas rondarán la carne.&lt;br /&gt;¿Y quién dijo que el fin estaba cerca,&lt;br /&gt;la locura estremecida por el rayo,&lt;br /&gt;una estrella fugaz entre las vías de un ferrocarril?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agotada,&lt;br /&gt;erguida,&lt;br /&gt;posible.&lt;br /&gt;Cuando me exorcizan,&lt;br /&gt;nadie es presa de amor en esta guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por las grietas del ataúd&lt;br /&gt;salen las puntas de tu cabellera nutricia, nidos&lt;br /&gt;en la música feroz de todo ruego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De noche y de día&lt;br /&gt;hemos amontonado las raíces de la fiesta.&lt;br /&gt;Las tablillas como los rostros son equívocos&lt;br /&gt;a la hora en que los cuerpos ruedan al vacío&lt;br /&gt;y te aprietan el criminal y su mártir.&lt;br /&gt;Las emanaciones disolventes hierven&lt;br /&gt;en la corteza tristísima de los establos.&lt;br /&gt;Quise llegar a esa orilla,&lt;br /&gt;desclavarme en la cruz de mi pecho vigoroso,&lt;br /&gt;transfigurarme de los pies a cabeza.&lt;br /&gt;A la entrada del palacio,&lt;br /&gt;¿qué duplicación no me rehúye, no me abruma?&lt;br /&gt;¿Y qué esfinge pregunta a la quimera por su clave?&lt;br /&gt;Todavía queda el brindis,&lt;br /&gt;imitación de cenizas cuando vuelves&lt;br /&gt;del muro hasta los ojos, diciéndome:&lt;br /&gt;-Amémonos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Este texto pertenece al libro "Bizancio bajo las aguas", de Manuel Lozano, habiendo sido seleccionado e incluido en el libro de arte "La Mujer: Soledad y Violencia", editado e ilustrado por el pintor Juan Fernando Cobo A., de Colombia (Edit. "Gente con Talento", agosto de 2004. Al mismo tiempo, fue presentado en las lecturas que hiciera Lozano en Edimburgo y París, durante agosto y septiembre.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-110977859786149076?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/110977859786149076/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=110977859786149076' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110977859786149076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110977859786149076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/03/seraphine-louis-por-manuel-lozano.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-110909722703647432</id><published>2005-02-22T18:16:00.000Z</published><updated>2005-02-22T18:33:47.036Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>caput - ocasional de arte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não comemora mas deixa aqui registado o facto fantasmagórico de hoje passar um ano desde a sua criação.&lt;br /&gt;durante 1 ano publicaram-se textos neste blog de pessoas mais ou menos identificadas. &lt;br /&gt;o programa estabelecido não protocolar mas mentalmente era abrir este espaço a todas as áreas de criação artística e pirómanas. o mesmo programa continua vivo e cheio de tentáculos invisíveis apesar da diversidade disciplinar não se verificar muito.&lt;br /&gt;posto tal fardo, continua este lugar sem morada à disposição do cibernauta já familiar ou do ignorante em trânsito teclante, quer como criador quer como crítico:&lt;br /&gt;artes plásticas&lt;br /&gt;pedicultura&lt;br /&gt;música&lt;br /&gt;serradura&lt;br /&gt;dança&lt;br /&gt;cozedura&lt;br /&gt;literatura&lt;br /&gt;esvaziamento dos néctares envelhecidos em carvalho francês ou nepalês&lt;br /&gt;arquitectura&lt;br /&gt;bonsais&lt;br /&gt;fotografia&lt;br /&gt;e afins derivados ou não - dos quais não me recordo&lt;br /&gt;eis algumas tendências que servirão de mote à colecção 2005.2006&lt;br /&gt;deste estábulo das crinas grossas e aguçadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;álvaro&lt;br /&gt;1 dos manifestantes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-110909722703647432?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/110909722703647432/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=110909722703647432' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110909722703647432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110909722703647432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/02/caput-ocasional-de-arte-no-comemora.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-110806915584948035</id><published>2005-02-10T20:55:00.000Z</published><updated>2005-02-10T20:59:15.850Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>poder-se-ia escrever acerca          da imagem no espelho&lt;br /&gt;da imagem no espelho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;interrogação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;algumas passadas em hélice pelas condutas da cidade&lt;br /&gt;outras pelos elevadores de várias direcções                 cérebro&lt;br /&gt;acima cérebro abaixo&lt;br /&gt;consegue-se até recordar restos de palavras deixadas&lt;br /&gt;nalgum piso mais visível                 mais visível&lt;br /&gt;e a interrogação parecendo dar à estampa&lt;br /&gt;uma barriga menos inchada&lt;br /&gt;acontece que vai mesmo é insuflando ar desconhecido&lt;br /&gt;para dentro da curva&lt;br /&gt;passadas em hélice e volta-se                  volta-se&lt;br /&gt;volta-se ao mesmo              com outros restos&lt;br /&gt;e surge então a tese poética arfando vaidade               sabendo porém&lt;br /&gt;que de pus e bolor está ela prenhe:&lt;br /&gt;a imagem no espelho esquece-se que diz nada&lt;br /&gt;um nada sereno mas um nada&lt;br /&gt;que autoridade habilitou de credenciais esse objecto nomeado espelho?&lt;br /&gt;avisem-no rapidamente!&lt;br /&gt;mas quem? o quê? quem?&lt;br /&gt;não bastasse já o espelho mais o contra-espelho e o do lado direito e esquerdo e oblíquo e horizontal e vertical e diagonal  e outras possibilidades não academicamente registadas e sobre as quais não apetece escrever&lt;br /&gt;seriam vários ângulos da mesma face daquele rosto               insondável&lt;br /&gt;sabendo-se real na simples imagem       na simples imagem concreta&lt;br /&gt;concreta de vidro     tão concreta como ser imagem e ser espelho e ser imagem debaixo da pele do espelho e realmente falsa como esse rosto&lt;br /&gt;esse rosto                 insondável                 insondável&lt;br /&gt;e então era um cubismo&lt;br /&gt;mas não aquele cubismo de feira&lt;br /&gt;aquele cubismo vendido aos pacotes por professores e certo escol e outras entidades riquíssimas para fazer um bom kebab de sabedoria&lt;br /&gt;não se fala nesse&lt;br /&gt;fala-se da essência de um cubismo presente&lt;br /&gt;claro que                   como tudo                 seria insuficiente&lt;br /&gt;percebe-se não é?&lt;br /&gt;o que se prende à fórmula e se deixa permanecer no saco-cama de um horizonte segmentado             esse             bom    esse               já era&lt;br /&gt;sabem?&lt;br /&gt;como as bolas de ténis: havia uma marca era               de facto          era&lt;br /&gt;no primeiro jogo desapareceram todas: mas que interessa? &lt;br /&gt;memórias&lt;br /&gt;sempre iguais: a perturbar qualquer momento&lt;br /&gt;então: não só uma essência cubista&lt;br /&gt;mas&lt;br /&gt;sobreposições         isso: sobreposições!&lt;br /&gt;porções não mensuráveis de imagens sobrepostas num caos mais ou menos&lt;br /&gt;equilibrado: seria o êxtase não?&lt;br /&gt;ou então um espelho rachado&lt;br /&gt;rachado há muito por um bacon qualquer&lt;br /&gt;um bacon fracturado dos olhos                 em transe consciente&lt;br /&gt;estilhaçado no seu sangue&lt;br /&gt;esquartejado e ainda assim revendo-se&lt;br /&gt;isso: seria assim!&lt;br /&gt;um cubismo muralhado&lt;br /&gt;um espelho desfeito&lt;br /&gt;e um sobreposicionismo    ah! sim!&lt;br /&gt;só sobreposições: imagem em cima de imagem&lt;br /&gt;mais imagem e ainda outra           outra imagem&lt;br /&gt;e teríamos o espelho traseiro acenando todo o dia uma imagem que desconheceríamos&lt;br /&gt;mas seria nossa&lt;br /&gt;seria a imagem absoluta de um absurdo total&lt;br /&gt;um absurdo sempre variável e só nosso  só nosso&lt;br /&gt;e não esta merda que todas as madrugadas ao acordar surge no espelho e&lt;br /&gt;tonitroando&lt;br /&gt;troça: cabrão! mais um dia com esse focinho alegre não é?&lt;br /&gt;e de facto é: é o focinho envelhecendo                vaidoso&lt;br /&gt;da sua cobardia constante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aseiçaneves&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-110806915584948035?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/110806915584948035/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=110806915584948035' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110806915584948035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110806915584948035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/02/poder-se-ia-escrever-acerca-da-imagem.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-110797685145346840</id><published>2005-02-09T19:20:00.000Z</published><updated>2005-02-09T19:20:51.453Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Um Conflito de Prioridades Suburbano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia ânsia e apreensão no olhar dela. Ele inclinava a cabeça e mirava-a semicerrado, talvez tentando perscrutar algum sinal de fraqueza. O olhar traía-a e a sua respiração era ofegante, mas mantinha-se firme na sua compostura, decidida a não voltar atrás no que acabara de dizer. O silêncio instalado parecia ecoar as palavras expelidas sem contenção.&lt;br /&gt;Estavam os dois sós naquele beco perdido no tempo e no espaço, num sítio onde só a eles lhes era permitido permanecer. A luz fraquejava por cima das suas cabeças, iluminando-lhes as poses teatrais. As suas sombras não se mexeram durante uma eternidade aparente, até que ela cedeu. Baixou os olhos como que para se esconder, magoada com os seus próprios sentimentos. Ela nunca o odiara tanto. Só ele conseguia faze-la sentir-se tão mal consigo mesma ao ponto de desejar não existir e ser outro alguém. Morrer.&lt;br /&gt;Ele continuava fixo num outro rosto que não o dela. Os seus olhos não viam o que estava à sua frente, mas sim o significado do que ouvira. Na verdade, nunca tinha pensado naquilo. A sua primeira reacção foi de indignação, mas agora parecia fazer sentido. Ela tinha razão. Toda a razão. Hesitou em dizer-lho. E como sempre acontece quando se hesita, as palavras saíram-lhe tarde demais.&lt;br /&gt;Ela virava já as costas e afastava-se, não tanto para fugir dele mas sim das lágrimas que agora lhe assomavam aos olhos em golfadas. Corria sem pensar, dominada por uma dor desconhecida que não era identificável. Doía, apenas; doía tudo. Rasgando-lhe as roupas, perfurando-lhe as vísceras, desfazendo-lhe os ossos. E quanto mais se apercebia disso, mais lancinante a dor se tornava.&lt;br /&gt;Atordoado com a reacção inesperada, ele demorou algum tempo a dar o primeiro passo de perseguição. Mas assim que o deu, correu com quantas forças tinha. Via-a desfocada pelos olhos também humedecidos, e tudo o que ele queria agora era não a perder. Nada mais interessava. Tinha de pedir-lhe desculpa e abraçá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os passos afastam-se do beco, de volta ao mundo real. A luz mingua contra as paredes escurecidas pelos fumos citadinos. De um canto onde só a escuridão alcança chega o resfolegar de um corpo virando-se sobre si mesmo, maltratado e abandonado por todos e por nenhum. Do seu casebre de cartão carcomido e mantas bafientas, solta-se um suspiro de desprezo:&lt;br /&gt;- Miúdos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristóvão Figueiredo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-110797685145346840?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/110797685145346840/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=110797685145346840' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110797685145346840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110797685145346840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/02/um-conflito-de-prioridades-suburbano.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-110745234681034637</id><published>2005-02-03T17:03:00.000Z</published><updated>2005-02-03T17:39:06.813Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>estaleiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é uma questão de peças. de haver ou não haver. de se safar ou não safar. uma questão de peças. o estaleiro humano. a oficina. e o corpo já suspira. o corpo é máquina. e são os órgãos e os tubos metálicos a formar andróides. cyborgs. a carne atarraxada às próteses. e são os órgãos mergulhados na cirrose. as glândulas bebendo olhos. o coração. o fígado. peças. peças órgãos furando os tecidos musculares. o corpo máquina. o corpo na oficina. o copo corpo maltratado caindo no estaleiro. deitado para arranjar. pronto para a permuta. o corpo em permanente. o corpo. o corpo em permanente transplante. em transhepático. em transoftálmico. o corpo acidente. imediato hospital. imediato em instrumentos. instrumentos de cisão. instrumentos entesourados. agrilhoando-se. o corpo acidente imediato hospital. hospital central que é preciso. banco de dadores. surpreso? e descansem os familiares que ninguém sabe. e descanse o acidentado que vivo ou morto também não sabe. a lei é subterrânea. coisa pós 25 de abril. a lei é lei. dizem os que sabem e os que não sabem. não sabem? mas descansem. o corpo vai a funeral. a câmara ardente. diria o torga. as virilhas coçadas. o corpo vai a funeral ali deitadinho. as pálpebras bem cosidinhas com fio grosso de costurar perus. de costurar peitos esventrados. e as pálpebras bem cosidinhas e as cavidades oculares vazias. rapadas. e as pálpebras cosidas. e os familiares ignorando. ignorando.&lt;br /&gt;que é feito dos olhos? bom. sabem... os olhos estão no banco de dadores. desculpem lá qualquer coisinha. &lt;br /&gt;e antes já olhos arrancados. já olhos em líquido de krön. já nervos cortados à bisturizada. e salta olho daí para fora. com cuidadinho que a córnea é ouro. a córnea é ouro. é já ouro visual de outro. de outro. e tudo suturado. bem suturado que assim ninguém nota diferença. &lt;br /&gt;e as agulhas perfurando os tecidos enrijecidos. e outro bloco operatório. e o cheiro a matadouro. e a náusea a tentar ser abafada. abafada. que a corrente de ar é forte e estão todos lá fora à espera e esta merda toda mais parece um talho. e outro corpo estendido. outro corpo. vegetava através da máquina. mas olha: sinal no écran contínuo. o cérebro já morto. clínico. clínica. morte clínica. ouviram? malta! morte clínica! está a mexer! rápido! o cérebro está morto! rápido que o coração ainda bate! bate. propulsa-se e esse fígado dá um jeitaço. anda lá pá! mexe-te! rápido! retira rápido! não penses no coração!&lt;br /&gt;e o hospital estaleiro em acção. o corpo reformando-se máquina. o corpo na oficina visceral. e as cirroses andantes contentes contentes. contentes porque o transplante hepático dá um jeitaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e.e.  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-110745234681034637?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/110745234681034637/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=110745234681034637' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110745234681034637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110745234681034637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/02/estaleiro-uma-questo-de-peas.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-110738945133164834</id><published>2005-02-02T23:52:00.000Z</published><updated>2005-02-03T00:10:51.330Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;LAB 11 . Tiago Guedes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No LAB os artistas falam do que ainda não sabem. Aquilo que pensam saber, será útil para dar início aos trabalhos, mas aquilo que verdadeiramente nos interessa é que venha à superfície o que se encontra nas entrelinhas desse saber. Para estimular e provocar essa qualidade, acompanhamos os artistas em residência na evolução dos seus processos. No final de cada residência, cria-se um momento de confronto com o público, momento delicado e frágil para objectos tão voláteis, mas tão necessário para que um olhar ainda virgem e bruto possa questionar, e se possível desfazer, quaisquer ideias que tenham entretanto sido construídas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projecto do Tiago Guedes recebeu o acompanhamento artístico de João Fiadeiro (coreógrafo, bailarino e director artístico da RE.AL), João Queiroz (pintor) e Francisco Tropa (artista plástico).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENTRADA GRATUITA&lt;br /&gt;Lotação limitada, reservas aconselhadas&lt;br /&gt;dia 5 FEVEREIRO _ 18H00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATELIER RE.AL &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RUA POÇO DOS NEGROS Nº55_1200-336 LISBOA   TELF: 21 390 92 55   FAX: 21 390 92 54   E-MAIL:  &lt;a href="http://by19fd.bay19.hotmail.msn.com/cgi-bin/compose?mailto=1&amp;msg=MSG1107189411.0&amp;amp;start=451097&amp;len=104210&amp;amp;src=&amp;type=x&amp;amp;to=real.j.fiadeiro@mail.telepac.pt&amp;cc=&amp;amp;bcc=&amp;subject=&amp;amp;body=&amp;curmbox=F000000001&amp;amp;a=5356f1e4412d9dcbcc0d503dec4a236a"&gt;real.j.fiadeiro@mail.telepac.pt&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-110738945133164834?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/110738945133164834/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=110738945133164834' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110738945133164834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110738945133164834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/02/lab-11.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-110580771207090459</id><published>2005-01-15T16:46:00.000Z</published><updated>2005-01-15T16:48:32.070Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>(Sem início descritivo)&lt;br /&gt;São dias cinzentos&lt;br /&gt;Escuros&lt;br /&gt;Pretos.&lt;br /&gt;(Sem conotações racistas)&lt;br /&gt;Apenas porque são de facto pretos&lt;br /&gt;Escuros&lt;br /&gt;Cinzentos.&lt;br /&gt;Tal como as noites pálidas&lt;br /&gt;Puras&lt;br /&gt;Cândidas.&lt;br /&gt;(Sem paralelismos)&lt;br /&gt;Apenas porque nada têm a esconder&lt;br /&gt;Na escuridão cândida&lt;br /&gt;Pura&lt;br /&gt;Pálida,&lt;br /&gt;No cheio palpável do nada&lt;br /&gt;Que se absorve e&lt;br /&gt;(Sem contradições)&lt;br /&gt;Nos&lt;br /&gt;Te&lt;br /&gt;Me&lt;br /&gt;Consome.&lt;br /&gt;(Sem frases vazias)&lt;br /&gt;Nada mais que uma ligeira fuga à realidade&lt;br /&gt;Que tantas vezes é necessária&lt;br /&gt;Desejada&lt;br /&gt;Inalcançável.&lt;br /&gt;(Sem &lt;em&gt;clichés&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;Porque para onde quer que se olhe há&lt;br /&gt;Merda aos pulos&lt;br /&gt;Saltos&lt;br /&gt;Trambolhões&lt;br /&gt;(Sem &lt;em&gt;nonsense&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;Numa mente demente repleta de&lt;br /&gt;Merda.&lt;br /&gt;Nada mais do que&lt;br /&gt;Merda.&lt;br /&gt;Alimentando-se constantemente de&lt;br /&gt;Merda&lt;br /&gt;Que pensa, reflecte e fede a&lt;br /&gt;Merda.&lt;br /&gt;Foda-se!&lt;br /&gt;(Sem linguagem chocante)&lt;br /&gt;Continua vazio, sem conteúdo.&lt;br /&gt;(Sem introspecções)&lt;br /&gt;Não é feito sequer um esforço.&lt;br /&gt;Nada.&lt;br /&gt;Contudo, parece satisfeito.&lt;br /&gt;E ri-se.&lt;br /&gt;(Sem finais felizes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristóvão Figueiredo&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-110580771207090459?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/110580771207090459/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=110580771207090459' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110580771207090459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110580771207090459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2005/01/sem-incio-descritivo-so-dias-cinzentos.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-110399577834044049</id><published>2004-12-25T17:25:00.000Z</published><updated>2004-12-25T17:29:38.340Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;[XYZ]&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[X]&lt;br /&gt;passa-se a pé. a pé junto. junto ao carteiro. o carteiro para ali concentrado no ofício. frente às ranhuras negras. bocas de correio. depósitos das mãos caligrafadas. passa-se a pé junto ao carteiro. assim semelhante. semelhante a um plano cinematográfico. uma câmara em rotação dentro de um veículo. movimento lento. olho de peixe. e observa-se o carteiro e merda! merda! que ofício! um ninguém distribuindo cartas de alguém para outro alguém. deve sentir. sentir talvez. talvez uma curiosidade atroz. angústia forte. a latejar nas têmporas. como aquele sangue espesso subindo todo de repente à curiosidade. e as mãos palpitam. o corpo palpita. e o carteiro pensa merda! merda! nunca recebo cartas. nunca. e aqui estou a oferecê-las a outros. água. luz. tribunais. ministérios. bancos. tudo bem. mas depois há estas escritas à mão. letra miudinha.&lt;br /&gt;e então opera-se a câmara. um grande plano e repara-se. repara-se no carteiro laborando. no cartei. cartei! e esboças agora um sorriso bem cínico: ah pois! com que então! apanhei-te! pensas.&lt;br /&gt;não penses. observa antes: a moralidade descastrando-se. a solidão a chicoteá-lo. o carteiro em grande plano. focadíssimo. abrindo uma carta. as mãos palpitam. o corpo palpita. remetente: postdamer platz. berlim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Y]&lt;br /&gt;destinatário:&lt;br /&gt;as conversas às vezes dão para isto. conhece-se um homem na rua. os seus oitenta e tal anos ainda caminham. troca-se diálogo cabeça dentro. troca-se diálogo e reflete-se. se assim não fosse talvez te escrevesse acerca do tempo. carta meteorologista. como tenho passado por cá. olá. está tudo bem. mas não. prefiro este encontro. mesmo sabendo do seu desinteresse. do seu desinteresse para ti.&lt;br /&gt;então: segundo me pareceu este homem tritura-se na calçada. veste sempre o mesmo. memória. vive nesta cidade desde que conhece o conceito de cidade. e vai assistindo. assistindo à desconstrução. às gruas derrubando pedra e madeira. dinossauros em fase carnívora. pêndulos meteóricos. implosão e explosão. máquinas incisivas. lâminas centrífugas desbastando paralelos. paralelas ao solo. e os vestígios em sangue. a amputação dos edifícios. ali deixados como cadáveres. deixados para não se esquecer. os restos envergonhados por terem sido. expostos. as paredes já coaguladas. o interior dos quarteirões desfeito. desfeito. a cirurgia das avenidas. cerzindo. cerzindo.&lt;br /&gt;e ainda me falou do lugar onde a infância o habitou. aí. aí fundiu-se um novo lugar. mastigando o anterior. as décadas devoram os espaços. a reciclagem impõe-se. a infância vai desaparecendo em passos leves.&lt;br /&gt;e este homem ainda caminhando. cidade cima. cidade baixo. e percebo que cada imagem que guardava. os locais seguros. vão desaparecendo também. e penso no seu cérebro. já velho. onde dia após dia outra árvore foge. deixando a recordação como raiz. mas. mas as recordações são tantas e aparecem em tantas vozes. as recordações espezinham-se. invadem-se. sobrepõem-se e já nada é nítido. e mais um dia. e menos uma imagem. menos um espaço. outra árvore cerebral em decomposição. apagando-se velozmente. e os ramos a regredir. a inverter o sentido. o sentido construído durante uma vida. o sentido. o sentido. esse sentido já não. e este homem cujo corpo é a cidade. desconstruindo. desconstruindo. este homem. vértebras em ruas. tronco de água. a cirurgia das avenidas. vértebras a estilhaçar. fracturadas. músculos de alcatrão e hipertrofias e os tendões como cabos de fibra óptica e as omoplatas verdes e o seu grande pulmão respirando pelas condutas de ar: artérias dilatando-se num emaranhado de raízes tubos canais subterrâneos. e ainda a topografia epidérmica. epidérmica. a pele em ruínas. a pele a arder já fóssil. a fotossíntese dos arranha-céus. e este homem mais um dia. este homem mais um dia. menos uma imagem. e largo-o porque já não aguento. e vejo-o caminhar. já longe. e é nítido. cristalino. o corpo envelhece. a cidade entra em mutação. a memória dilui-se. os ramos invertem o sentido. rápidos. rápidos. e vão chegando a um centro inicial. um centro nulo donde se partiu. donde se nasceu. um centro cada vez mais microscópico. um centro de âmbar claro.&lt;br /&gt;talvez o homem caia pelo caminho. a memória vazia. o corpo oco. e saiba que o branco infinito o vem buscar.&lt;br /&gt;o remetente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Z]&lt;br /&gt;berlim. entre as 7 e 8 da manhã. finalmente cheguei. mas que corrupio. é domingo. e só se vêem homens apertados e fatos e malas de mão correndo para o metro. é domingo. é domingo. mas de resto as avenidas estão vazias. passo por um prédio. inscreve no topo bonjour tristesse. parece saudar-me. mas é realmente triste. ainda não compreendi. desde que cheguei que ouço vozes. gritos íntimos. um som peganhento não me larga. há aqui uma linha infindável que grava o chão. separa-o. um sulco de ossos. separa-o. mas também não sei porquê. encosto-me a um muro rascunhado. tem piada o que esta malta faz por cá. os carros para este lado são mais velhos. sinto o leste a chamar-me. as varandas das casas sujam a verticalidade. na outra parte da cidade é tudo luxo. tudo novo. estes alemães trabalham porra! o comboio para ali com uma disfunção qualquer. avariado em dortmund. no interior da madrugada. hora e tal de paragem. e ainda assim chegou à hora prevista. tudo aqui me parece pontual. meticuloso. tudo se move metodicamente. até os objectos são rigorosos.&lt;br /&gt;deságuo numa praça enorme. e lembro-me de quando era novo. digo lembro-me apenas porque sinto. sinto um terrível sufoco. um cinto à volta do tórax. como quando andava maltrapilho e guarda-redes pelas arenas de futebol do meu bairro. certo dia um macho qualquer disparou-me um torpedo tal. tal que me fuzilou a barriga e o peito. estive minutos. estive minutos sem respirar. de braços enrolados à cinta. bom. mas. mas não importa isso. apenas porque sinto o mesmo ao desaguar nesta praça. depois de tanto caminhar juntei outra perna às minhas. a debilidade. fiquei com tonturas todo o dia em volta desta cidade. um espelho de labirintos. entrei numa sala altíssima. encerraram-me e só ouvia o barulho do exterior por uma fresta oblonga de luz. perturbava a vista. uma sala sem saída. insondável. hedionda. estes alemães são estranhos. no entanto fascinam-me tanto como a cidade. o seu crepitar latente. há mesmo algo a fervilhar cá dentro. parece-me. mais uns anos e o mundo começa a prestar vassalagem a berlim.&lt;br /&gt;como disse: deságuo numa praça enorme. e começo a perceber melhor a carta que abri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[O]&lt;br /&gt;diz-se que a origem é o centro. diz-se que é lá que se dá a intersecção. a intersecção dos planos. dos 3 planos. na origem. cruzamento de qualquer coisa. solução. desvendar o disperso. diz-se referencial e depois lá origem lá centro lá intersecção. diz-se. diz-se.&lt;br /&gt;não sei. cada olhar é divergente. cada leitura é um olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e.e.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-110399577834044049?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/110399577834044049/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=110399577834044049' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110399577834044049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110399577834044049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2004/12/xyz-x-passa-se-p.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-110374021266823745</id><published>2004-12-22T18:22:00.000Z</published><updated>2004-12-22T18:30:12.670Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Reflexão 4&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei por volta das onze horas com o Frio deitado ao meu lado, abraçando-me. Deixei-me ficar um pouco na cama, pois não tive coragem para enfrentar o mundo gelado. Até que ouvi barulho na casa de banho. Isto surpreendeu-me: a minha mãe já tinha ido para casa da minha avó, o meu irmão estava concerteza a dormir... quem seria?&lt;br /&gt;Levantei-me e fui investigar. Era o meu irmão. A sua expressão de sono era assustadora... estava bêbado, provavelmente. Eu também ainda não estava bem ciente da realidade que me rodeava. Pediu-me para o acordar às cinco da tarde, pois ia-se deitar entretanto. Acedi ao seu pedido.&lt;br /&gt;Tomei banho, vesti-me e comi qualquer coisa, sempre acompanhado pelo Silêncio. A casa parecia um túmulo, com uma total ausência de actividade... tudo parecia adormecido.&lt;br /&gt;Ao sair à rua, deparei-me com muito movimento, alegria, cor e calor humano. Mas os meus dois amigos não me largaram por um único segundo. E à medida que caminhávamos, um terceiro companheiro juntou-se a nós. Era a Tristeza. Sorridente como sempre, desejou-me "Boas Festas". Retribuí-lhe o sorriso gélido.&lt;br /&gt;Continuei o meu caminho. Sempre que olhava por cima do ombro, via os meus três companheiros, silenciosos e taciturnos. Até que encontrei outros amigos, os chamados "amigos de carne e osso", os verdadeiros. Sentado no café a conversar com eles, contudo, não pude deixar de pôr em causa se o Marto, o Mota e o Pastel seriam mais reais do que o Frio, o Silêncio e a Tristeza...&lt;br /&gt;Deixei-me embrenhar por estes pensamentos, até que ela apareceu: a Dor. Estava bonita, como sempre. Trocámos palavras, prendas e beijos. Ela, ao menos, sei que nunca me deixará. É, sem dúvida, a minha melhor companheira; é "a" companheira.&lt;br /&gt;Despedi-me de todos, prometendo que não morreria hoje. De volta a casa, encontrei o meu irmão a berrar contra tudo e contra todos, mas sobretudo contra o Natal. Creio que a Revolta e o Arrependimento andam a visitá-lo cada vez mais frequentemente.&lt;br /&gt;É assim, o Natal. É quando todos nos fazem uma visita... sobretudo, visitam-nos aqueles que nós mais queremos esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristóvão Figueiredo&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-110374021266823745?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/110374021266823745/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=110374021266823745' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110374021266823745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110374021266823745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2004/12/reflexo-4-acordei-por-volta-das-onze.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-110321604302516014</id><published>2004-12-16T16:52:00.000Z</published><updated>2004-12-22T18:22:01.306Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Tertúlia &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dia cinzento, de ar carrancudo e magoado, desenvolveu-se uma tertúlia em plena Biblioteca Municipal. Como sempre acontece quando há politiquices pelo meio, a tertúlia rapidamente se metamorfizou num monstro disforme e kafkiano com cara de debate. De um lado das trincheiras, os Vermelhos. Do outro, os Ignorantes. Havia ainda alguns leitores bucólicos e outros tantos estudantes absortos que tentavam sobreviver à chacina, mas em todos os conflitos há vítimas civis inocentes e não foi atrás dos livros e cadernos que encontraram abrigo.&lt;br /&gt;Os Vermelhos atacavam com artilharia pesada: Marx dizia que “numa sociedade burguesa o capital é independente e tem individualidade, mas a pessoa vive dependente e sem individualidade”, ao passo que Fernando Pessoa tinha dito uma vez que “a diferença entre um homem e um homem grande é superior à diferença entre um homem e um macaco.” Já um estudo revelava que “80% das riquezas mundiais estavam distribuídas por 25% da população mundial, sobretudo na Europa e Estados Unidos.” Esses mesmos Estados Unidos cuja agência CIA, segundo estava provado, “tem 4 planos diferentes para invadir Cuba.”&lt;br /&gt;Os Ignorantes, indefesos, tentavam desviar-se como podiam das frases atiradas certeira e furiosamente. Mas os argumentos eram demasiado potentes. Uns provocavam morte imediata ao rebentar, outros deixavam os soldados desfigurados e mutilados.&lt;br /&gt;Trotsky, 11 de Setembro, Hitler, Engels, a Consciência de Massas, Che Guevara, União Soviética, Fascismo, Nietzsche, a Guerra Fria, Lenine, a República Popular da China, o preço das batatas e as taxas da PT, Álvaro Cunhal e Santana Lopes, tudo voava indiscriminadamente pelo campo de batalha. Os Vermelhos entusiasmavam-se e disparavam em todas as direcções, metralhando tudo aquilo que se mexesse. Mas gradualmente as vozes baixaram de tom, as palavras perderam agressividade e os discursos ficaram menos fluentes. O resultado da batalha já não poderia inverter-se.&lt;br /&gt;Foi então que saiu da boca daquele que parecia ser o Mais Afoito o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Isto é tudo muito simples, meus amigos. O povo, por si só, é a força motriz que faz História.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da segurança dos seus livros, um pensamento atravessou o cérebro de um jovem leitor. Não resistiu, e correu o risco de se dirigir ao General. Inocentemente, perguntou-lhe:&lt;br /&gt;- Isso é o que tu pensas, ou foi aquilo que leste?&lt;br /&gt;Sem hesitações, o Presidente retorquiu asperamente:&lt;br /&gt;- Isto é aquilo que eu sei, defendo e justifico. Queres discutir isso?&lt;br /&gt;O leitor não teve capacidade de se desviar. A forma veemente e pronta com que o Ditador respondeu funcionou como um tiro no peito. Deixou-se cair, sem qualquer esperança de sobreviver. O sangue corria abundantemente e inundava o chão da sala, juntando-se aos restos de vida das outras vítimas. Talvez devido a este novo triunfo do seu Deus, os Vermelhos redobraram as suas energias e voltaram à carga, sem dó nem piedade.&lt;br /&gt;Enquanto o abraço frio da morte o envolvia, o leitor pode ouvi-los a defender e justificar aquilo que sabiam, com uma fé inabalável. Mas morreu sem saber o que é que eles pensavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristóvão Figueiredo&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-110321604302516014?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/110321604302516014/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=110321604302516014' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110321604302516014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110321604302516014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2004/12/tertlia-em-dia-cinzento-de-ar.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-110262224456480394</id><published>2004-12-09T19:56:00.000Z</published><updated>2004-12-09T19:57:24.563Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>esconderijo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do teu esconderijo vê, e no teu esconderijo constrói,&lt;br /&gt;sai dele apenas quando puderes dar algo aos outros.&lt;br /&gt;Antes, é cedo demais, muito depois, é excessivo egoísmo.&lt;br /&gt;Mas mesmo esta convicção não ajuda, não sei&lt;br /&gt;Como viver, não sei o que é mais moral, mais ético,&lt;br /&gt;Onde intervir, para onde olhar, ouvir o quê?&lt;br /&gt;Há tantas coisas que falam ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gonçalo M. Tavares&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-110262224456480394?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/110262224456480394/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=110262224456480394' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110262224456480394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110262224456480394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2004/12/esconderijo-do-teu-esconderijo-v-e-no.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-110244498063954136</id><published>2004-12-07T18:40:00.000Z</published><updated>2004-12-07T18:43:00.640Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Caros Amigos , &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vimos através deste meio fazer-lhes o convite  para o Festival de Poesia, organizado pela Corpos Editora que decorrerá nos dias 10, 11, 17 e 18 de Dezembro no bar parke em Francelos,V.N.Gaia, sempre a partir das 22h30m. &lt;br /&gt;A melhor forma de chegar ao parke é a seguinte: &lt;br /&gt;- seguir na rua principal junto às praias de gaia, no sentido norte-sul; em francelos, nos primeiros semáforos a seguir ao bar palhota, virar à esquerda e novamente à esquerda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Programação do evento será a seguinte: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 10 de Dezembro ( 6ª Feira), a partir das 22H30m: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lançamento do Livro “Mãos” de Francisco Félix, Ana Rosa e Patricia Pereira. &lt;br /&gt;- Lançamento do livro “O gesto do vento” De Pedro Afonso. &lt;br /&gt;- Apresentação da segunda edição do livro ”Degenerescência” de Sérgio Paraty. &lt;br /&gt;- Apresentação da segunda edição do livro “Em Carne Viva” de Aires Ferreira. &lt;br /&gt;- Espectáculo Poético De Ex-Ricardo dePinho Teixeira e Flanela. &lt;br /&gt;- Espectáculo Spokenword de Aires Ferreira. &lt;br /&gt;- Projecção Video de Sérgio Paraty e Ivo Reis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 11 de Dezembro (Sábado), a partir das 22H30m: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lançamento do Livro “Letras para consumo” de Paulo Silva. &lt;br /&gt;- Lançamento do Livro “Ainda não sei” de Hugo Amaral. &lt;br /&gt;- Lançamento do livro “Tantos Cruzamentos” de David Fernandes. &lt;br /&gt;- Lançamento do Livro “Arcanun Mortis” de Eugénia Bento. &lt;br /&gt;- Espectáculo Poético de Ex-Ricardo dePinho Teixeira e Flanela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 17 de Dezembro (6ª Feira), a partir das 22h30m: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lançamento do Livro “Figura” de germano d´oliveira nunes. &lt;br /&gt;- Apresentação da segunda edição do livro “Lua Polaroid” de Filipa Leal. &lt;br /&gt;- Lançamento do Livro “Embriogénese”de Vitor Carvalhais. &lt;br /&gt;- Lançamento do Livro “Foge-me a cor dos olhos correndo para o horizonte” de Pedro Ferreira. &lt;br /&gt;- Espectáculo Poético de Ex-Ricardo dePinho Teixeira e Flanela. &lt;br /&gt;- Performance Teatral por Filipa Leal e germano d´oliveira nunes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 18 de dezembro (Sábado), a partir das 22h30m: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Apresentação da segunda edição do Livro “O Eu dos Outros e o meu Eu” de Maria Beatriz. &lt;br /&gt;- Lançamento do Livro “Off” de Lara Mendes Marques. &lt;br /&gt;- Lançamento do Livro “Tango de folhas tristes” de Marisa Silva. &lt;br /&gt;- Espectáculo Poético de Ex-Ricardo dePinho Teixeira e Flanela. &lt;br /&gt;- Espectáculo Poético e Musical por: Maria Beatriz, Juca, Fatucha e José Carlos Tinoco. &lt;br /&gt;- Projecção video de Lara Mendes Marques. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto com o evento irá decorrer uma Feira do Livro. &lt;br /&gt;Durante todo o evento estarão patentes exposições de Fotografia e Pintura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenciosamente, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adriana Pereira e Ex-Ricardo dePinho Teixeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-110244498063954136?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/110244498063954136/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=110244498063954136' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110244498063954136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110244498063954136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2004/12/caros-amigos-vimos-atravs-deste-meio.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-110234574093243152</id><published>2004-12-06T15:06:00.000Z</published><updated>2004-12-06T15:09:00.933Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>pensamentos desconexos (agradeço à sónia pela pequena fábula)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sou uma laranja, tenho medo que me comam e então tranco-me no quarto&lt;br /&gt;para fugir aos canibais, que são todos, todos. se as coisas que voam&lt;br /&gt;tivessem menstruação, menstruação, estávamos lixados. enganei-me outra vez, mamã, votei no PSD. assim vou sendo uma laranja trancado num quarto e uso fatiota especial para me proteger da menstruação dos&lt;br /&gt;pássaros, pássaros. ai os canibais! vota PSD!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Post Scriptum: às vezes ando de cartola, mas não sou capitalista. o&lt;br /&gt;resto, minha senhora, é segredo de justiça... vai uma laranjinha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bruno r. almeida&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-110234574093243152?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/110234574093243152/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=110234574093243152' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110234574093243152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110234574093243152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2004/12/pensamentos-desconexos-agradeo-snia.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-110195781056379634</id><published>2004-12-02T03:17:00.000Z</published><updated>2004-12-02T03:23:30.563Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span &gt;&lt;strong&gt;panteísta&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;ria-se e ria-se. estridente. batia palmas e ria-se para as aves abertas. junto ao tejo o eco parecia aumentar. ria-se e ria-se e falava para as aves abertas. talvez se entendessem.&lt;br /&gt;seguiu ao encontro dum pinheiro manso. cambaleante. as mãos como que se elevaram até à caruma esverdeada. cheiraram longo tempo. cheiraram aquele incenso e da sua mímica percebia-se que afagavam os braços da árvore. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span &gt;noutro pinheiro ao lado estancou. depois abraçou o tronco. abraçou com força. e a cada estímulo da natureza esboçava um espanto de criança. caminhou entrelaçado pelas árvores. as aves. as aves e as árvores. olhou então para um senhor ali perto que se fascinava num jornal e pediu um cigarro. recebeu um abanão de cabeça. pediu muita desculpa por incomodar e libertou estas palavras:&lt;br /&gt;polícia... polícia chegou... pé mim... apalpou apalpou apalpou... tenho nada... (e cabisbaixava para os pés negros de surro)... estive preso dois meses&lt;/span&gt;... (e entoava um sotaque brasileiro)... agora saí... mas tenho arranjar emprego... sabe?... ali esquerda... circo tché...  sabe?... ali esquerda... circo tché... vou lá tentar emprego... senão estou fodido!&lt;br /&gt;e fugiu por entre a caruma. trepou pela casca do pinheiro e desapareceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e.e.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-110195781056379634?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/110195781056379634/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=110195781056379634' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110195781056379634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110195781056379634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2004/12/pantesta-ria-se-e-ria-se.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-110187448130660525</id><published>2004-12-01T04:05:00.000Z</published><updated>2004-12-01T04:14:41.313Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Thomas Bernhard&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Quando um amigo morre prendemo-lo com um alfinete às suas próprias máximas, às suas declarações, matamo-lo com as suas próprias armas.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in &lt;em&gt;O Náufrago&lt;/em&gt;, Relógio D' Água Editores, p.49&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;note-se: a tradução não é nada famosa; para não falar das inumeráveis gralhas de texto.&lt;br /&gt;caso alguém conheça outra versão em português, seria bom indicá-la para o email do blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;gracias&lt;br /&gt;compadres de taberna&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-110187448130660525?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/110187448130660525/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=110187448130660525' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110187448130660525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110187448130660525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2004/12/thomas-bernhard.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-110167399012420973</id><published>2004-11-28T20:30:00.000Z</published><updated>2004-11-28T20:33:10.123Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Manuel António Pina&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="Primeiro Domingo"&gt;&lt;strong&gt;Primeiro Domingo&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A tarde estava errada,&lt;br /&gt;não era dali, era de outro Domingo,&lt;br /&gt;quando ainda não tinhas acontecido,&lt;br /&gt;e apenas eras uma memória parada&lt;br /&gt;sonhando (no meu sonho) comigo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E eu, como um estranho, passava&lt;br /&gt;no jardim fora de mim&lt;br /&gt;como alguém de quem alguém se lembrava&lt;br /&gt;vagamente (talvez tu),&lt;br /&gt;num tempo alheio e impresente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tudo estava no seu lugar&lt;br /&gt;(o teu lugar), excepto a tua existência,&lt;br /&gt;que te aguardava ainda, no limiar&lt;br /&gt;de uma súbita ausência,&lt;br /&gt;principalmente de sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in &lt;em&gt;Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança&lt;/em&gt;, Assírio &amp; Alvim, Lisboa&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-110167399012420973?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/110167399012420973/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=110167399012420973' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110167399012420973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110167399012420973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2004/11/manuel-antnio-pina-primeiro-domingo.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-110114885208290430</id><published>2004-11-22T18:38:00.000Z</published><updated>2004-12-01T04:24:34.063Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>talho sinfónico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;emparedados num microcosmos circular&lt;br /&gt;de vozes vorazes e planetárias&lt;br /&gt;e trepidantes e ruidosas&lt;br /&gt;e a cabeça às voltas e voltas&lt;br /&gt;e o som em forma de cruz&lt;br /&gt;cintilando nos ouvidos querendo&lt;br /&gt;acumular cera&lt;br /&gt;acumular cera com a justificação&lt;br /&gt;das vozes vorazes e planetárias&lt;br /&gt;que testemunharam o irracional&lt;br /&gt;racionalmente falando&lt;br /&gt;é claro!&lt;br /&gt;e a escuridão donde a luz se evola&lt;br /&gt;e os altifalantes pendurados&lt;br /&gt;como um talho sinfónico&lt;br /&gt;e os ouvidos hipnotizando as gargantas&lt;br /&gt;e as pestanas e as auréolas cerebrais&lt;br /&gt;e o magnetismo&lt;br /&gt;das vozes vorazes e planetárias&lt;br /&gt;ajoelhando-se à porta da bizarria&lt;br /&gt;e o círculo e a cruz&lt;br /&gt;e o círculo cada vez mais fechado&lt;br /&gt;e todos tentando escapar ao irracional&lt;br /&gt;visto que a saída&lt;br /&gt;racionalmente falando&lt;br /&gt;não existia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aseiçaneves&lt;br /&gt;(a partir de &lt;em&gt;Witness&lt;/em&gt; de Susan Hiller, 2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;..........................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maratona de Leitura - Culturgest&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27 de novembro das 15h às 19h30&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.culturgest.pt/actual/maratona_de_leitura.html"&gt;www.culturgest.pt/actual/maratona_de_leitura.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-110114885208290430?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/110114885208290430/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=110114885208290430' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110114885208290430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110114885208290430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2004/11/talho-sinfnico-emparedados-num.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-110088887464930728</id><published>2004-11-19T18:16:00.000Z</published><updated>2004-11-22T19:00:05.633Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sagradíssimo comparsa. Mui excelso maganão sr. Álvaro,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envio-lhe de tais modos o modestíssimo opúsculo que lhe referi. Hei&lt;br /&gt;decidido, por mistérios além de toda a metafísica, que fosse uma&lt;br /&gt;elegia - forma poética em consonância com toda a tralha do passado.&lt;br /&gt;Coisa de pasmar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não percebendo nada de arquitectura, as musas ditaram um poemeto sobre&lt;br /&gt;a minha Dama, a mais Bela: a Morte. Mui romanticamente. Mui&lt;br /&gt;estrombasticamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encarecidamente, o seu condiscípulo,&lt;br /&gt;Bruno Ribeiro de Almeida, Visconde da Caparica, Marquês da Banática e&lt;br /&gt;arrabaldes, Coronel da 21ª Companhia de Dragões do Samouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva o Senhor Doutor Oliveira Salazar! viva o Estado Novo! viva!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;............................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;elegia a um arquitecto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;talvez isto te comova: teres à tua disposição o vazio,&lt;br /&gt;e com olhos de carne manobrares a pedra em linhas e planos.&lt;br /&gt;revelar o seu desejo de geometria - eis o enredo.&lt;br /&gt;e que teia erótica é esta:&lt;br /&gt;coisas que se edificam, carne fermentando-se a cada instante,&lt;br /&gt;e resta um edifício algures, síntese do tempo. ordem,&lt;br /&gt;mais que tudo, habitável. é preciso que funcione&lt;br /&gt;como coisa humana, propensa a ser remexida dia e noite.&lt;br /&gt;suja de passos e de impressões digitais - outros testemunhos.&lt;br /&gt;depois vem a memória. és perecível, meu caro. a morte&lt;br /&gt;também toca aos arquitectos: sejam eles quais forem.&lt;br /&gt;tenebrosamente. sejam eles quais forem. não se edifica&lt;br /&gt;sem dialogar com o tempo.&lt;br /&gt;sobrevêm as primeiras dificuldades. há uma vertigem&lt;br /&gt;entre a torre e o labirinto. entretanto&lt;br /&gt;sente-se o cabelo a crescer, a encanar.&lt;br /&gt;e os desejos? e as linhas cortadas pelo betão armado?&lt;br /&gt;de barbas pelo chão guinchas pela arquitectura:&lt;br /&gt;a carne tem destas coisas...&lt;br /&gt;seguem-se vigílias, episódios comoventes,&lt;br /&gt;e à maneira de epílogo saltas dum varandim abaixo.&lt;br /&gt;– os teus olhos transbordam de arquitectura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bruno r. almeida&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-110088887464930728?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/110088887464930728/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=110088887464930728' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110088887464930728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110088887464930728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2004/11/sagradssimo-comparsa.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-110068721941232813</id><published>2004-11-17T10:10:00.000Z</published><updated>2004-11-17T10:33:57.543Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>minotauro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nos túneis do metro. um minotauro esquecido. esquecendo o touro. deixara-o em tempos. durante sempre para trás. agora era mino. suas solas eram ossos de bacia. enterrara o touro no solo. confessara-me: enterrei o touro no solo. a mansidão invadira-o. varejava por ali. nos túneis do metro. pedia a esmola de ser um homem enterrado. mas ninguém queria saber. &lt;br /&gt;para Eles não sou um homem. sou mino O terrível mino. esquecem-se disso (pois esquecem mino). esquecem-se que Eles nem são homens nem mulheres nem outra coisa qualquer. eles são cadáveres. mas nem o notam. já dizia o poeta. aquele com nome de pessoa. fernando não era? disparava mino. &lt;br /&gt;talvez mino. talvez seja isso tudo ou seja outra coisa incompreensível.&lt;br /&gt;homem enterrado na vida. enterrado no passado. para trás. só caixa torácica e experiência. &lt;br /&gt;o resto. o resto era a puta da vida. um labirinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e.e.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-110068721941232813?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/110068721941232813/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=110068721941232813' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110068721941232813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110068721941232813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2004/11/minotauro-nos-tneis-do-metro.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-110061862198596358</id><published>2004-11-16T14:57:00.000Z</published><updated>2004-11-17T10:02:02.413Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>schiele. auto-retrato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tomei café com um desenho do egon schiele. ganhara contudo volume. densidade. schiele sobrevive. continua cá.&lt;br /&gt;entre nós.&lt;br /&gt;e as fechaduras que deixou por abrir. as portas entreabertas para as quais nos incitou a descobrir e a refazer. permanecem. solidificou-se uma réstia de transposição. e ficamos mais vidrados. com as mandíbulas bem tesas e apertadas. é casual. mas aconteceu. aqui. nesta esplanada. uma passagem para uma tri. dimensionalidade. assomada nesta personagem em código. &lt;br /&gt;são as orelhas a pontiagar no topo. é fantástico tomar café com um desenho do egon schiele. são as enseadas de pele que rasgam a floresta capilar. é a altura média da testa. o seu desenho a antracite. o branco iluminando este rosto contorcido. amarelado. encarnado. com a saliência das esferas oculares. dois globos a querer explodir. e meio olho de cada lado a desprender-se das pálpebras elásticas. cortadas em traço. formando-se um ciclope. ciclope que representa outra parte da fresta entreaberta da porta. depois é este nariz sinuosamente recto que parece não acabar. são as sobrancelhas frisadas em arco e as rugas trepando até à calvície. os ossos salientes e rijos.&lt;br /&gt;auto-retrato&lt;br /&gt;e como é inquietante continuar a desconhecer o desenho. egon schiele. e a pessoa que está à minha frente tomando um café que parece não acabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e.e.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-110061862198596358?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/110061862198596358/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=110061862198596358' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110061862198596358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110061862198596358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2004/11/schiele.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-110027330203610833</id><published>2004-11-12T15:28:00.000Z</published><updated>2004-11-12T15:33:57.463Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>as duas moças comentavam:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;um engenheiro polido é melhor que um arquitecto&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;interrompi:&lt;br /&gt;as senhoras obliteram que um arquitecto&lt;br /&gt;é um matemático puro&lt;br /&gt;enquanto que um engenheiro&lt;br /&gt;subtraindo boas excepções&lt;br /&gt;é um mero contabilista?&lt;br /&gt;as moças desorientadas cacarejaram&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aseiçaneves&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-110027330203610833?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/110027330203610833/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=110027330203610833' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110027330203610833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110027330203610833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2004/11/as-duas-moas-comentavam-um-engenheiro.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-110010951367476187</id><published>2004-11-10T17:48:00.000Z</published><updated>2004-11-12T15:42:22.246Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>(...)&lt;br /&gt;Assim como as alamedas que se estendiam a perder de vista e cujos largos raios submetiam os horizontes, pareciam não ter sido traçados para servirem ao lento acesso das carruagens, mas que o arquitecto, mercê de alguma obscura e genial presciência, as havia destinado, com trezentos anos de antecedência, aos veículos modernos. O certo é que não há motivo para os homens se esforçarem por fazer algo de duradoiro se não pressentirem confusamente que a sua obra deverá esperar por um acréscimo de beleza, que eles de momento são incapazes de lhe conferir, mas que o futuro lhes reservará. Não se faz grande, espera-se que engrandeça.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in &lt;em&gt;O Supermacho&lt;/em&gt;, &lt;strong&gt;Alfred Jarry&lt;/strong&gt;, Edições Afrodite, Lisboa, 1975, p.32.&lt;br /&gt;O original francês, &lt;em&gt;Surmâle&lt;/em&gt;, data de 1902.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-110010951367476187?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/110010951367476187/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=110010951367476187' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110010951367476187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110010951367476187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2004/11/blog-post.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-110003007717781121</id><published>2004-11-09T19:52:00.000Z</published><updated>2004-11-16T15:37:47.166Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Sobre um Poema&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Um poema cresce inseguramente&lt;br /&gt;na confusão da carne,&lt;br /&gt;sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,&lt;br /&gt;talvez como sangue&lt;br /&gt;ou sombra de sangue pelos canais do ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência&lt;br /&gt;ou os bagos de uva de onde nascem&lt;br /&gt;as raízes minúsculas do sol.&lt;br /&gt;Fora, os corpos genuínos e inalteráveis&lt;br /&gt;do nosso amor,&lt;br /&gt;os rios, a grande paz exterior das coisas,&lt;br /&gt;as folhas dormindo o silêncio,&lt;br /&gt;as sementes à beira do vento,&lt;br /&gt;- a hora teatral da posse.&lt;br /&gt;E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já nenhum poder destrói o poema.&lt;br /&gt;Insustentável, único,&lt;br /&gt;invade as órbitas, a face amorfa das paredes,&lt;br /&gt;a miséria dos minutos,&lt;br /&gt;a força sustida das coisas,&lt;br /&gt;a redonda e livre harmonia do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em baixo o instrumento perplexo ignora&lt;br /&gt;a espinha do mistério.&lt;br /&gt;- E o poema faz-se contra o tempo e a carne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Herberto Helder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-110003007717781121?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/110003007717781121/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=110003007717781121' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110003007717781121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110003007717781121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2004/11/sobre-um-poema-um-poema-cresce.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-110002993996343130</id><published>2004-11-09T19:51:00.000Z</published><updated>2004-11-12T15:43:04.360Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Contradição&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No lugar de um “sim” deveria estar um “não”.&lt;br /&gt;Assim termina a jornada que nunca chegou a ser iniciada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava eu sorridente, feliz por estar onde estava com quem não estava, e a repetir de forma incessante e algo contrariada as palavras que ouvira dizer essa amanhã:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tudo o que te disserem é mentira.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como poderia ele, com tanta segurança, afirmar que de outra forma não o era? Onde vai ele buscar essa crença imbatível que lhe permite atravessar de olhos fechados a instável ponte que une o dizer ao saber?&lt;br /&gt;Suponhamos que, de facto, tudo o que me disserem é mentira. Todas as afirmações que ouço diariamente, desde “Estou atrasado…” até “Amanhã vou a Xangai” estão totalmente corrompidas pela falsidade; como tal, significam exactamente o oposto da ideia que aparentam transmitir. Nesse caso, até aquilo que ele mesmo afirma estaria encerrado em falsidade e negação. Logo, nem tudo aquilo que me disserem é mentira. Tem de haver pelo menos uma afirmação verdadeira. Mas… qual?&lt;br /&gt;A resposta aponta-nos irremediavelmente para a sua própria declaração, que defende que tudo aquilo que me disserem é falso. Ao assumir-se como mentirosa, a afirmação consegue suportar-se como verdadeira, por não entrar em contradição com aquilo que sustém. Incrível! Ao ceder toda a sua credibilidade, ela torna-se verdadeira e correcta!&lt;br /&gt;Tudo o que me disserem é de facto mentira, porque alguém me mente dizendo-me a verdade, alguém que é sincero quando me prova que não o é…&lt;br /&gt;Perante isto, como poderia eu duvidar dele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristóvão Figueiredo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-110002993996343130?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/110002993996343130/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=110002993996343130' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110002993996343130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110002993996343130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2004/11/contradio-no-lugar-de-um-sim-deveria.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-110002971543850739</id><published>2004-11-09T19:46:00.000Z</published><updated>2004-11-12T15:43:28.846Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vivam Apenas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivam, apenas&lt;br /&gt;Sejam bons como o sol.&lt;br /&gt;Livres como o vento.&lt;br /&gt;Naturais como as fontes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imitem as árvores dos caminhos&lt;br /&gt;que dão flores e frutos&lt;br /&gt;sem complicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não queiram convencer os cardos&lt;br /&gt;a transformar os espinhos&lt;br /&gt;em rosas e canções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E principalmente não pensem na Morte.&lt;br /&gt;Não sofram por causa dos cadáveres&lt;br /&gt;que só são belos&lt;br /&gt;quando se desenham na terra em flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivam, apenas.&lt;br /&gt;A Morte é para os mortos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Gomes Ferreira&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-110002971543850739?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/110002971543850739/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=110002971543850739' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110002971543850739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/110002971543850739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2004/11/vivam-apenas-vivam-apenas-sejam-bons.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-109985936325490933</id><published>2004-11-07T20:27:00.000Z</published><updated>2004-11-07T20:29:23.256Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Onda Poética&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sessão n.º 80 (OITENTA!) da ONDA POÉTICA realizar-se-á no próximo dia 8 de Novembro, Segunda-Feira próxima, no Bar Dominó do Casino de Espinho, pelas 21.30 horas.&lt;br /&gt;A primeira parte será preenchida com a leitura por vários residentes e convidados de uma colagem, da responsabilidade de Anthero Monteiro, de textos dos seguintes autores: Vinicius de Moraes, Ruy Belo, Joaquim Namorado, Álvaro Feijó, Manuel Alegre, Mário Dionísio, Sidónio Muralha, António Aleixo e José Afonso, todos subordinados ao tema “CONSTRUÇÃO”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os interlúdios musicais estarão a cargo de Carlos Andrade (voz e guitarra acústica).&lt;br /&gt;A segunda parte destinar-se-á à intervenção dos ESPONTÂNEOS, sob tema livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudações culturais e poéticas do&lt;br /&gt;Coordenador da ONDA POÉTICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anthero Monteiro&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-109985936325490933?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/109985936325490933/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=109985936325490933' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/109985936325490933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/109985936325490933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2004/11/onda-potica-sesso-n.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-109950849715886109</id><published>2004-11-03T18:57:00.000Z</published><updated>2004-11-03T19:01:37.156Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>asno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se por entre o teu pulmão&lt;br /&gt;   de vestígios vedados&lt;br /&gt;não se vislumbrasse a pleura de asno &lt;br /&gt;   que tentas ocultar&lt;br /&gt;                     aí sim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se por entre as tripas verdadeiras&lt;br /&gt;   que afirmas desfazer&lt;br /&gt;não se vincasse um cólon&lt;br /&gt;   de excrementos falsos&lt;br /&gt;                     aí sim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sorririas melhor&lt;br /&gt;chorarias melhor&lt;br /&gt;amarias melhor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e contigo            todos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aseiçaneves&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-109950849715886109?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/109950849715886109/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=109950849715886109' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/109950849715886109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/109950849715886109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2004/11/asno-se-por-entre-o-teu-pulmo-de.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-109905425491576188</id><published>2004-10-29T13:43:00.000+01:00</published><updated>2004-10-29T13:50:54.916+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;eclipse&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estava a certeza irradiando uma luz feroz de branca&lt;br /&gt;quando&lt;br /&gt;cega e de rompante&lt;br /&gt;se tapou&lt;br /&gt;num eclipse de chumbo&lt;br /&gt;ofuscado&lt;br /&gt;pela estranheza da novidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aseiçaneves&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-109905425491576188?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/109905425491576188/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=109905425491576188' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/109905425491576188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/109905425491576188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2004/10/eclipse-estava-certeza-irradiando-uma.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-109829764412792133</id><published>2004-10-20T19:34:00.000+01:00</published><updated>2004-10-20T19:43:23.736+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;EXORTAÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se te apetece ir por um lado, vai, indiferente&lt;br /&gt;a tôdas as ameaças e a todos os protestos,&lt;br /&gt;mas se te não deixam ir e querem que vás por outro,&lt;br /&gt;cruza os braços e deixa-te estar,&lt;br /&gt;inerte como uma montanha,&lt;br /&gt;até tudo à tua volta cair aos pedaços&lt;br /&gt;e tu e o mundo serem só horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in &lt;em&gt;Voz Arremessada ao Caminho&lt;/em&gt;, &lt;strong&gt;Armindo Rodrigues&lt;/strong&gt;, Lisboa, 1943.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-109829764412792133?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/109829764412792133/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=109829764412792133' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/109829764412792133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/109829764412792133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2004/10/exortao-se-te-apetece-ir-por-um-lado.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-109795213493995500</id><published>2004-10-16T19:33:00.000+01:00</published><updated>2004-10-16T19:42:14.940+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Paula Rego - a defunta figurativa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;empresta-se título a dissertações, basta enviarem para o email do blog &lt;a href="mailto:caputblog@hotmail.com"&gt;&lt;strong&gt;caputblog@hotmail.com&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;entretanto vou preparando a minha.&lt;br /&gt;de qualquer maneira, inaugurou ontem a exposição da Paula Rego, no Museu de Serralves (MACS), no Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;passem por lá e iniciem a efabulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fica a proposta aos pensadores e às pensadoras, diria Guterres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aseiçaneves&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-109795213493995500?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/109795213493995500/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=109795213493995500' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/109795213493995500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/109795213493995500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2004/10/paula-rego-defunta-figurativa-empresta.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-109777010340071142</id><published>2004-10-14T16:59:00.000+01:00</published><updated>2004-10-14T17:08:23.400+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;L'ESPOIR EN PALESTINE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;EST UNE VEILLEUSE FRAGILE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A Mahmoud Darwich&lt;/p&gt;Sur cette terre vouée au désastre&lt;br /&gt;Pour ne pas fléchir&lt;br /&gt;Pour ne pas mourir&lt;br /&gt;Ils sont quelques uns&lt;br /&gt;A tenir à résister&lt;br /&gt;A s'arc-bouter&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contre vents et marées&lt;br /&gt;Défiant le soleil des armes&lt;br /&gt;Les mâchoires de la mort&lt;br /&gt;Leur éclat meurtrier&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Car il leur faut persister&lt;br /&gt;Persister sans fin&lt;br /&gt;Dans l'âpreté des jours&lt;br /&gt;Comme si eux et leur tolérance&lt;br /&gt;Ne devaient jamais mourir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Car tout ce qui fut dit&lt;br /&gt;Crié répété dénoncé&lt;br /&gt;Tout ce qui est emporté&lt;br /&gt;Etouffé pulvérisé&lt;br /&gt;Persiste pourtant&lt;br /&gt;Sous les décombres&lt;br /&gt;De la mémoire&lt;br /&gt;Et brûle toujours&lt;br /&gt;dans le regard incandescent&lt;br /&gt;de ces enfants de Ramallah&lt;br /&gt;qui leur survivront&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dans ce poème&lt;br /&gt;Ce n'est pas moi qui vous interpelle&lt;br /&gt;Dans ce poème&lt;br /&gt;Ce n'est pas ma voix&lt;br /&gt;Que vous entendez&lt;br /&gt;Mais ce qui les maintient&lt;br /&gt;L'ombre désespérée&lt;br /&gt;De la réconciliation&lt;br /&gt;Cet espoir infini&lt;br /&gt;Au coeur des hommes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Car dans leurs mains qui tremblent&lt;br /&gt;Cette petite lueur de l'espoir à l'Orient&lt;br /&gt;Est une veilleuse fragile&lt;br /&gt;Au coeur de la nuit carnassière...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paris, décembre 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bernard Mazo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-109777010340071142?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/109777010340071142/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=109777010340071142' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/109777010340071142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/109777010340071142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2004/10/lespoir-en-palestine-est-une-veilleuse.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-109767348172054794</id><published>2004-10-13T14:11:00.000+01:00</published><updated>2004-10-13T14:18:01.720+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>à Gerência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a urina tinha subido à cabeça urina urina urina mas já era mijo mijo mijo e mijo na porta nas paredes retrete fora retrete dentro mijo no chão num papel que não se lia mijo para cima mijo para baixo mijo mijo mijo tudo escorregadio&lt;br /&gt;debruçado no papel lia-se para bem da saúde de todos é favor não urinar no chão e puxar o autoclismo a Gerência&lt;br /&gt;não puxou foi-se embora contrariado mas deixando tudo muito bem&lt;br /&gt;urinado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aseiçaneves&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-109767348172054794?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/109767348172054794/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=109767348172054794' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/109767348172054794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/109767348172054794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2004/10/gerncia-urina-tinha-subido-cabea-urina.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-109723684268796367</id><published>2004-10-08T13:58:00.000+01:00</published><updated>2004-10-10T15:14:38.170+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Lomo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;lomógrafos...eis um bom destaque...agora mutilem-se esteticamente!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;danieltércio photoswebsite&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.lomohomes.com/dtercio"&gt;www.lomohomes.com/dtercio&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-109723684268796367?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/109723684268796367/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=109723684268796367' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/109723684268796367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/109723684268796367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2004/10/lomo-lomgrafos.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-109716920679354175</id><published>2004-10-07T17:53:00.000+01:00</published><updated>2004-10-07T18:20:58.253+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Propostas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Julião Sarmento&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Ghosts&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAV - Centro de Artes Visuais - Encontros de Fotografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julião Sarmento apresenta-nos duas obras em vídeo, de carácter interactivo. Ghosts e Ghost: trata-se de duas instalações vídeo, a cores, com som, datadas de 2004, tendo sido especialmente produzidas para o contexto desta exposição. Através da recorrência a dispositivos de interactividade, em que o espectador desempenha necessariamente um papel fulcral, Julião Sarmento procura questionar mecanismos de produção de sentido, de construção da memória e de apreensão do real. Com base numa premissa dual: presença/ ausência, convida o espectador a entrar num jogo de percepção em que o som funciona simultaneamente como elemento agregador e como dispositivo de acção. Por ocasião da exposição será editado um Catálogo com imagens das duas obras e um texto de David Barro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pátio da Inquisição, 10&lt;br /&gt;3000 Coimbra, Portugal&lt;br /&gt;De Terça a Domingo das 10:00 às 19:00, até 26 dez&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cav.net4b.pt/"&gt;www.cav.net4b.pt&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;T: + 351 239 826 178&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bernard Mazo &lt;/strong&gt;Conferência&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Poesia Árabe Contemporânea&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Casa Fernando Pessoa, dia 12 de Outubro, pelas 18.30&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A apresentação e moderação da sessão estará a cargo do poeta Casimiro de Brito. Haverá ainda lugar para a leitura de grandes vozes poéticas do mundo árabe contemporâneo como Mamouhd Darwich e Adónis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bernard Mazo&lt;/strong&gt; nasceu em Paris, em 1939. Poeta e ensaísta, crítico literário, colabora em diversas publicações e é co-director do jornal mensal &lt;em&gt;Aujourd'hui Poème&lt;/em&gt;, membro do comité de redacção da revista &lt;em&gt;Poesia 1&lt;/em&gt;, de &lt;em&gt;Quantara&lt;/em&gt;, a revista do Instituto do Mundo Árabe, membro da Academia Mallarmé, do PEN Club Francês e secretário geral do Prémio Apollinaire. Publicou 8 livros de poesia, &lt;em&gt;Cette absence infinie au coeur des Choses&lt;/em&gt; (2004), &lt;em&gt;La Vie Foudroyée&lt;/em&gt; (1999), &lt;em&gt;Dans le Froid Mortel de l'Exil&lt;/em&gt; (1998), &lt;em&gt;Dilapidation du Silence&lt;/em&gt; (1981), &lt;em&gt;La Parole Retrouvé&lt;/em&gt; (1985), &lt;em&gt;Mouvante Mémoire&lt;/em&gt; (1970), &lt;em&gt;La Chaleur Durable&lt;/em&gt; (1966) e &lt;em&gt;Passage du Silence&lt;/em&gt; (1964). A sua obra figura em diversas antologias da poesia francesa contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.casafernandopessoa.com"&gt;www.casafernandopessoa.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-109716920679354175?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/109716920679354175/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=109716920679354175' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/109716920679354175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/109716920679354175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2004/10/propostas-julio-sarmento-ghosts-cav.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-109708601438031063</id><published>2004-10-06T18:54:00.000+01:00</published><updated>2004-10-06T19:06:54.380+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>DEFESA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ah esta velha mania&lt;br /&gt;de prolongar na noite o parco dia&lt;br /&gt;e rebuscar na solidão maior&lt;br /&gt;remédio&lt;br /&gt;para o tédio&lt;br /&gt;e para a dor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ah esta velha doença&lt;br /&gt;de alinhar sinónimos de fel&lt;br /&gt;ao longo do papel&lt;br /&gt;e de gravar sinais de desvario&lt;br /&gt;de loucura e de frio&lt;br /&gt;nesta segunda pele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   com a crença&lt;br /&gt;de que a estrutura em verso&lt;br /&gt;defendendo o meu íntimo vazio&lt;br /&gt;suportará o peso do universo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; in &lt;em&gt;desesperânsia&lt;/em&gt;, &lt;strong&gt;Anthero Monteiro&lt;/strong&gt;, Corpos Editora, 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-109708601438031063?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/109708601438031063/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=109708601438031063' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/109708601438031063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/109708601438031063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2004/10/defesa-ah-esta-velha-mania-de.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-109708524497660049</id><published>2004-10-06T18:45:00.000+01:00</published><updated>2004-10-07T18:18:41.026+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>mestizo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– mestizo!&lt;br /&gt;mestizo! he hailed&lt;br /&gt;however Eduardo solemn&lt;br /&gt;in the grave of his spirit&lt;br /&gt;carved tribes formerly&lt;br /&gt;– the deported slaves –&lt;br /&gt;and as one tractor&lt;br /&gt;sewing the soil&lt;br /&gt;with one soft row of denouncement&lt;br /&gt;unlaced…&lt;br /&gt;– mestizo!&lt;br /&gt;– knock! someone flung you to the beasts!&lt;br /&gt;shattered Eduardo&lt;br /&gt;crammed and soaked&lt;br /&gt;and in the grave of his spirit&lt;br /&gt;unlaced…&lt;br /&gt;one gazelle one winged rumour…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ASN&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-109708524497660049?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/109708524497660049/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=109708524497660049' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/109708524497660049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/109708524497660049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2004/10/mestizo-mestizo-mestizo-he-hailed.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515390.post-109656496599355279</id><published>2004-09-30T18:13:00.000+01:00</published><updated>2004-10-06T19:17:59.753+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;The Stolen Thief&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;She showed me to her room where she had gathered, through time and fate and purchase, a vibrant collection of antique books and mythological figurines. I was especially struck by the wooden carving near her bed and strolling over to it and picking it up for a closer inspection, she remarked casually "Prometheus."&lt;br /&gt;Yes-it was surely Prometheus! The little figure clearly held the stolen fire in his clenched fist, and somehow (miraculously in fact considering that the sculpture was made entirely of ebony) the sculptor had imbued the figurine's eyes with a magical almost electric glow. I stared deeply into them for a long moment.&lt;br /&gt;"Ah yes, you've spotted the prize of my collection!" she cried out suddenly, her voice bubbling with delight. "Does it have a story?" I asked, knowing that it certainly did and hoping she'd indulge it. "Yes," she took a deep breath, "it does."&lt;br /&gt;And she went on to describe the odd sequence of seemingly chance events which had unavoidably led her to the scene of a fire, a large antique store wreathed in destructive glow. Sirens blared and a crowd gathered across the street to watch the magic ballet of flames shuddering out of the growing inferno. The enchanting chaos of the glorious destruction and the whirl of silhouetted firefighters superimposed upon the bright holocaust seared the night with meaning and granted the fire an aura of a long to be remembered event. Unperturbed by the smoke of thinking, she'd inched closer and closer to the nexus of the hypnotic spectacle.&lt;br /&gt;She described an odd magnetism which drew her towards a window on the far side of the building. Of course the whole area of the fire had been strictly cordoned off by the firemen who were actively engaged in containing the blaze, but as the profound poise of any immaculately certain person grants them a momentary yet immediate authority (she said she "belonged to the fate of the fire" and "God's dreams cannot be woken from"), she'd snuck through a gap in the line of fire-trucks, swerved past several firefighters and stepped to the sill of the window she'd felt so inextricably drawn to. Looking in she'd perceived that the enormous heat from the fire had caused the glass to shatter, leaving only a few shark-like shards to glisten along its jaw-like frame. Stretching her hand inside, carefully navigating the trajectory of her outstretched arm to avoid being impaled by the remaining shards, she'd maneuvered her fingers until they came to rest upon a singularly enticing object. She'd grabbed it and quickly pulled it out and placed it under her shirt without even looking to see what it was... calmly and stealthily she'd crept from the building and slipped back into the crowd.&lt;br /&gt;Struck by an amateur thief's surge of panic, she'd ducked down a small alleyway and ran and ran till she'd reached the steps of her home. Dashing up the stairs she'd crept to her bedroom, taken a few deep breaths, and then shiveringly pulled out from underneath her shirt the object of her impromptu burglary and lo and behold! it was the object I currently held in my own now shivering hands: Prometheus!&lt;br /&gt;"It was thus," she said as she seized me by the waist and pulled me onto the bed in a madly sensuous embrace "that I stole Prometheus from the fire!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lucien Zell&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in &lt;em&gt;Cafe Irreal: Issue number twelve&lt;/em&gt;, August 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lucien Zell&lt;/strong&gt; was born in Los Angeles. Born with a birth-defect, a missing right hand, he quickly turned to the performing arts as a means to express a face of beauty which he felt dwelling latent behind the mask of body. Just days before he was to attend Cornish College of the Arts on a full-scholarship, however, his brother committed suicide, and he left America on a ten year trek through Europe, Russia, and the Middle East, finally settling in Prague where his first volume of poems, &lt;em&gt;The Sad Cliffs of Light&lt;/em&gt;, was published (by a Czech publishing house, DharmaGaia) and released in 1999. A second collection of poems, &lt;em&gt;Eden's Midnight Playground&lt;/em&gt;, was published by DharmaGaia in December of 2003. The father of three children, Zell currently resides in Prague.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515390-109656496599355279?l=caput.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caput.blogspot.com/feeds/109656496599355279/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515390&amp;postID=109656496599355279' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/109656496599355279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515390/posts/default/109656496599355279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caput.blogspot.com/2004/09/stolen-thief-she-showed-me-to-her-room.html' title=''/><author><name>Blogger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
